Produtividade, esperança e o futuro

Luís Vilar

Nos últimos dias temos assistido a uma catadupa de informação sobre os mais variados temas com implicações nas vidas das famílias e das empresas.

É o aumento de impostos ao nível de pessoas singulares, o aumento de impostos em Instituições de utilidade pública, tudo em nome da contenção de um défice que não pára de crescer, embora agora de forma mais suave, uma vez que sem dinheiro até os comerciantes e serviços estão aflitos para sobreviver.

Num passo de mágica, como se tivesse esquecido o que andou a dizer, o Governo lembrou-se agora do aumento das receitas que neste caso implica o aumento da produtividade.

Não poderia estar mais de acordo com o aumento de produtividade, se tivessem proposto aos Portugueses uma medida consistente e realista.

Mas, como já nos habituou, o Governo em vez de apresentar uma medida estruturante e verdadeiramente reformadora, limitou-se a querer cortar 4 feriados e não aceitar a tolerância de ponto no Carnaval, tudo e só em nome da produtividade porque de outra forma seria considerado um acto de autoritarismo. E, digo que não é uma grande medida pelo simples facto de não ter ido ao fundo da questão (produtividade).

O que o Governo deveria ter feito, se tivesse uma visão social e empresarial, era ter compensado todos os feriados em horas de trabalho no mês do ou dos feriados. Desta forma o único feriado que poderia ficar de fora, apesar do Estado ser laico, seria o dia de Natal (25 de Dezembro) porque também é a Festa das Famílias.

Desta forma, a produtividade aumentaria muito mais a produtividade e, por outro lado, não criava um descontentamento tão generalizado.

A única má ideia deste Governo foi promover os pastéis de nata. E, não tendo nada contra os referidos bolos, não é menos verdade que em termos de promoção deve começar-se pela Marca e só depois pelos Produtos.

Para exportar temos outra doçaria portuguesa que não existe por essa Europa fora: ovos-moles de Aveiro, pastéis de Tentúgal, doces de Vouzela, doces do Algarve, entre outros.

Para apelar à vinda de turistas é tempo perdido e uma asneira do tamanho da Serra da Estrela que é a mais alta que temos, porque só uma Marca poderá chamar turistas: a Marca Portugal, a Marca Algarve, a Marca Lisboa, a Marca Douro, etc.

Sabemos que os tempos são difíceis e que TODOS devemos comparticipar, mas não é legítimo, ético, nem equitativo que uns fiquem sem subsídio de férias e Natal e a outros, de forma encapotada, lhes sejam atribuídos de natureza idêntica, como pode ser lido no Diário da República.

Embora afastado da vida partidária, no meu caso falo do PS, tenho observado que as críticas ao Secretário-Geral e/ou Direcção Nacional está bem organizada internamente, o que de todo em todo antes de um ano de oposição não me parece muito solidário nem respeitador do voto secreto dos militantes que no dia 23 de Julho/2012 escolheram, António José Seguro e, que só em Setembro, ou seja à 4 meses, se realizou o Congresso.

Sei que o calculismo político é uma das estratégias bem conseguidas, mas desenganem-se os que julgam que os militantes não pensam e não sabem distinguir o trigo do joio, ainda por cima de alguns que tão mal aconselharam o anterior Secretário-Geral, ao portarem-se como autênticos “guardiões” de um estado de coisas que já não tinha qualquer solução.

One Comment

  1. maria ataide says:

    Então o sr. do Turismo do Centro não fala dessa Marca vital como é Turismo do centro

Leave a Reply

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

*