Mais estudos… mais avaliações… o país a andar para trás!

João Azevedo

O recente estudo encomendado pelo governo para avaliar a possibilidade da existência de um aeroporto complementar à Portela é um sinal claro que assim não vamos lá!

Depois de anos e anos de discussão nos governos do PSD e PS sobre a localização do novo aeroporto, e depois de milhões de euros gastos em estudos sobre qual seria a melhor localização, se a OTA, se Alcochete ou Portela vem o atual governo equacionar as decisões tomadas e encomendar um novo estudo!

E assim, de estudo em estudo, vai o país, lamentavelmente. O que pasma qualquer cidadão mais atento é que, num país sem dinheiro e com os cortes sucessivos nos rendimentos das pessoas consubstanciados com um aumento brutal do custo de vida ainda haja, no governo, dinheiro para estudos… ou até mesmo, tempo para os fazer. É de difícil perceção que a escolha de um local para o novo aeroporto tenha demorado tantos anos e que agora, em três meses, se encontre uma alternativa exequível.

Os planos e os investimentos estratégicos para o país deveriam ser cumpridos na íntegra independentemente da cor política ou do governo. Devia haver mais respeito pelos gastos públicos em estudos anteriores e avaliações realizadas por equipas especializadas. É que uma eventual nova decisão deitará para o “lixo” milhões de euros já gastos, mais ainda quando não é certo que qualquer solução alternativa poderá ser de facto a melhor. A solução Portela+1, que foi estudada já em 2007, representa uma solução minimalista de um novo aeroporto e num enquadramento no mínimo desconfortável para alguns setores da sociedade civil e militar.

A eventual possibilidade de utilizar infraestruturas já existentes e nomeadamente pistas de estruturas militares abrindo portas a voos comerciais low cost, como estrutura complementar ao Aeroporto da Portela para receber aviação civil de baixo custo terá necessariamente benefícios e desvantagens. A questão que se coloca é: fazer ou não fazer? São essas as decisões que pretendemos dos nossos governantes.

Estudos e mais estudos e o país continua na mesma, mas mais pobre, é que esses estudos custam muitos milhões aos portugueses. Haja mais respeito pelo país, pelos seus dinheiros e pelos seus profissionais!

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