Federação de Desportos de Inverno quer ver portugueses pontuar no Snowboard Urban Festival

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Arquivo - Paulo Leitão

A Federação de Desportos de Inverno de Portugal (FDIP) tem a expetativa de ver atletas portugueses obterem pontos na primeira prova nacional inscrita no calendário da Federação Internacional de Esqui (FIS), a 25 de fevereiro.

O Snowboard Urban Festival, que se realiza na Covilhã, está integrado no circuito da FIS e vai reunir os melhores atletas europeus, sendo antecedido por uma prova nacional que apurará os três primeiros para a competição do organismo internacional. “Podemos ter aqui atletas a pontuar para os Jogos Olímpicos”, ambiciona Pedro Farromba, presidente da FDIP, que apresentou esta quinta-feira (9) o evento na Covilhã, depois de já o ter feito em Andorra, palco de outra eatapa deste circuito.

Pedro Farromba destaca o elevado nível técnico da prova, com muitas manobras, e sublinha ser “importante do ponto de vista desportivo para os atletas portugueses”, tal como uma forma de detetar talentos nacionais. Já Francisco Antunes, responsável pelo snowboard na FDIP, acredita ser “possível fazer crescer a modalidade” em Portugal.

A ideia de aproveitar para fazer uma prova nacional no mesmo circuito e com o mesmo grau de dificuldade do Snowboard Urban Festival tem em vista “perceber qual o nível dos portugueses e elevar a exigência”, salienta Francisco Antunes, que considera o “slop style” provavelmente “a vertente mais bonita e espetacular do snowboard”.

Na Covilhã são esperados 80 atletas, entre eles 30 portugueses e mais 50 de outros dez países. A prova, pontuável para os Jogos Olímpicos de Inverno de 2014 e Campeonato do Mundo, realiza-se no Jardim do Lago, espaço verde da cidade onde será montada uma pista de cem metros, coberta com 150 toneladas de neve artificial, a produzir no local.

Os snowboarders terão de executar um salto de mais de dois metros e meio, fazer voos superiores a dez metros e surpreender em descidas de corrimãos. Orçado em 180 mil euros, metade da verba é financiada por fundos comunitários, uma parcela pelo Instituto do Desporto de Portugal e o restante através de patrocínios.

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