Basta (4): Todos temos que fazer sacrifícios

Norberto Canha

Basta de subsídios imerecidos, que só servem para alimentar o vício e criar necessidades ou dependências que acabam por alimentar a vadiagem, os sonhos, a violência.

Todos temos que trabalhar no âmbito das nossas possibilidades e aptidões.

Dispomos assim de seiscentos mil desempregados, mais que o necessário para rentabilizar o País. Eram menos os retornados e foram eles habituados a trabalhar a seiva que brotou neste País e o retirou do caos em que tinha caído. Agarraram-se a tudo para vingar: à agricultura, à indústria, esqueceram o passado, pensaram no futuro e no reerguer e conseguiram. E todos, quase todos, muitos deles ricos ou bem colocados agarraram-se a tudo e venceram.

Agora esses seiscentos mil desempregados que discutam o que vão fazer, é agarrarem-se a tudo. À agricultura, à indústria agro-alimentar, à indústria Electromagnética. E que os cursos profissionais sejam levados a sério, muito a sério, para aprendizagem de novas profissões, por ventura diferentes das anteriores, mas o que ambiciona quem não tem trabalho é arranjar emancipação da escravidão da subsídio dependência tanto mais que o País endividado não pode continuar a suportar esse regime. Que todos nós tenhamos consciência disso.

Não se espere que seja o governo, só ele, a tirar o país da lama em que caiu. Essa é tarefa de todos nós. E só nós, e não um governo desamparado, diminuído pelo ócio dos cidadãos e greves que querem viver à custa dos que trabalham, poderá alterar a situação em que caímos. É necessário uma mobilização Nacional. Ela é possível!

Com essa mobilização nacional, com responsabilidade de todos é possível vencer a crise e deixar para os nossos descendentes aquele Portugal que todos amamos e merece ser amado. Todos somos necessários! Vamos ao trabalho, ao sacrifício e ao êxito.

Deixem-se de greves os elitistas e arrastem as multidões os “condutieri” políticos que têm vivido à custa de propaganda enganosa e que nunca construíram nada, apenas espalharam a revolta, construíram o ódio e pela sua impreparação condicionaram este País à situação dependente em que se encontra.

Haja tolerância! Haja harmonia! Haja trabalhadores e trabalho!

Tudo depende de nós.

E meios? Apenas sugestões!

– Sacrifício acrescido de todos nós e unificação do sacrifício … para cada um de nós:

– União Europeia – Banco Central Europeu – juro simbólico, até reerguer o País, que depois é um valor acrescentado à própria União.

– Participação da Comunidade dos Povos de Língua Oficial Portuguesa – pela obrigação que têm connosco.

– Emigrantes dispersos pelo mundo, nacionais ou seus descendentes.

– Capitalismo Internacional saciado ou capital exportado ou marginal – Nacional, e não só!

2 Comments

  1. Este norberto deve estar à procura de um tacho ou entáo nunca passou dificuldades por trabalhar por conta de empresários pouco escrupulosos que são ricos e fecham as empresas para não pagarem a ninguém e trabalhadores com idade a partir dos 45 anos como é que conseguem emprego.?
    Dou um exemplo: trabalhei na POCERAM e a famìlia MARQUES DE ALMEIDA em 2006 e 2077 meteu ao bolso mais de 25 milhões de euros nunca investindo um euro nesses anos na empresa e deixando de pagar os ordenados aos tra balhadores em dezembro de 2008 indo para a insolvência em abril de 2009.Continuam super ricos e eu como já tinha 58 anos enviei curriculos para várias empresas e até à data continuo desempregado, e os ordenados de seis meses mais a indeminização nunca foram pagos.
    Deve haver mobilização nacional para tirar pessoas como o sr. fora de circulação.

  2. A censura continua a existir em Portugal.

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