Academia de Coimbra pede intervenção do ministro face ao atraso das bolsas

Foto Gonçalo Manuel Martins

O presidente da Associação Académica de Coimbra (AAC), Ricardo Morgado, pediu a intervenção do ministro da Educação e Ciência face aos problemas do ensino superior, designadamente ao nível das bolsas de estudo.

“Há bolsas que ainda não foram atribuídas e as faculdades continuam sem o real investimento. Por favor, aja, senhor ministro, é o nosso futuro e o futuro do país que estão em causa”, disse Ricardo Morgado a Nuno Crato.

O breve encontro aconteceu no auditório do Centro Hospitalar Universitário de Coimbra (CHUC), no final de uma cerimónia de apresentação do primeiro rádio fármaco produzido numa universidade portuguesa, neste caso na Universidade de Coimbra, em que participou também o ministro da Saúde, Paulo Macedo.

“As bolsas estão ainda a ser distribuídas”, respondeu Nuno Crato ao presidente da AAC, realçando que o “valor médio da bolsa atribuída este ano” aumentou em relação ao do ano passado, tendo sido alterados os critérios de concessão deste benefício aos estudantes do ensino superior.

Os alunos “precisam de demonstrar que, no ano passado, tiveram pelo menos 50 por cento de sucesso”, ou seja, “que passaram pelo menos a metade das cadeiras”, o que terá implicado uma diminuição significativa do total de estudantes que recebem bolsa de estudo.

“Não sabemos qual o peso que esse fator tem, estamos à espera dos números finais”, esclareceu o ministro da Educação e Ciência.

Ricardo Morgado argumentou que se tornou “mais difícil o acesso à bolsa”, o que foi contrariado pelo ministro.

“Os serviços é que estão a processar as coisas lentamente, mas vocês têm que os pressionar”, sugeriu Nuno Crato.

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