Produtores agrícolas de Lamego temem que portaria sobre seguros de colheita “mate” a região

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Os produtores de fruta e vinho do vale do Douro Sul apontam a nova portaria que vai regular os seguros de colheita na região como uma “certidão de óbito” para centenas de agricultores.

No topo da lista das justificações para o “desespero” que, ontem reunidos em Lamego, norte do distrito de Viseu, temem que tome conta dos produtores, principalmente de uva, maçã e cereja, está o aumento do custo do seguro que admitem chegar às centenas de euros por ano.

Integrada numa região integralmente composta por áreas de maior risco, numa escala de cinco níveis, de A a E, os 10 concelhos do Douro estavam abrangidos, desde 1996, pelo SIPAC (Sistema Integrado de Protecção Contra as Aleatoriedades Climatéricas), que garantia uma bonificação estatal de 75 por cento nos seguros que, com a portaria de 30 de dezembro de 2011, passa para 50 por cento.

Na reunião entre os autarcas da AMVDS (Associação de Municípios do Vale do Douro Sul) e dezenas de produtores, o alerta de “quase certa” certidão de óbito de centenas de agricultores foi lançado por Vítor Pereira, gestor e economista da Cooperativa do Távora, de Moimenta da Beira.

“Com a baixa da bonificação estatal de 75 para 50 por cento, o seguro de colheita passa a ser insuportável para muitos produtores”, apontou Vítor Pereira, explicando que as contas “são claras” e garantem um acréscimo de custos, no caso da uva, em 84 por cento nas zonas de risco máximo”.

Outro problema que foi exposto em Lamego prende-se com o “aumento das dificuldades” para os seguros coletivos, visto que a nova portaria de 30 de dezembro e já a ser aplicada, “impõe que a bonificação acrescida para este tipo de seguros só é concedida quando mais de 50 por cento dos sócios fazem o seguro”.

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