Presidente da Académica acusa Governo de tentar acabar com o futebol por via administrativa

Arquivo - Luís Carregã

O presidente da Académica, José Eduardo Simões, acusou esta quinta-feira (12) o Governo de tentar “fechar” o futebol por via administrativa e exortou o novo presidente da Liga a inverter a situação.

Numa declaração após o jogo da primeira mão das meias-finais da Taça de Portugal, em que a “Briosa” venceu a Oliveirense por 1-0, o líder da Académica considerou que as “medidas que o Governo impôs são lesivas do futebol português”.

“Se o futebol continuar como está agora, com o aumento de custos e a diminuição de receitas, os clubes, um a um, em cascata, vão desaparecendo ou sendo cada vez mais frágeis e o futebol praticado por menos clubes”, referiu José Eduardo Simões.

O presidente da Académica disse recear que vários clubes estejam já este mês de janeiro “com gravíssimas dificuldades para continuar a subsistir”. “O que se passa hoje é que o Governo pretende fechar o futebol por via administrativa”, sublinhou.

Para José Eduardo Simões, “esta nova Liga, com o dr. Mário Figueiredo, tem uma tarefa enorme pela frente”, mas espera que possa “tentar junto do Governo e das outras instâncias do futebol português inverter a situação”.

“Não há orçamento que possa sustentar o aumento de custos e a diminuição de receitas e o que pode acontecer é que haja clubes da I e II liga que não consigam com as suas receitas pagar os ordenados aos jogadores até final da época”, acrescentou.

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