Política de saúde de proximidade

João Azevedo

Um Sistema Nacional de Saúde (SNS) forte e capaz é o que todos pretendemos. É essencial, ainda para mais em tempos de crise e de instabilidade social, dar uma pronta resposta aos cuidados de saúde que todos os cidadãos necessitam. A população tem de sentir que possui um SNS que responde quando é necessário, com qualidade, atenção e profissionalismo.

Uma política de saúde de proximidade é fundamental. Estar junto da população, auscultar as suas necessidades e adaptar o sistema às mesmas é a resposta certa, é a resposta que todos queremos. A população mais idosa e mais isolada, no fundo, aqueles que vivem nas tradicionais aldeias do nosso Portugal, são os que mais necessitam de atenção no que refere às soluções de saúde. Para tal, a aposta na Rede de Cuidados Continuados deve continuar a ser uma realidade, bem como a manutenção de uma forte e coesa equipa de médicos e de técnicos de saúde.

E para dar resposta às preocupações sociais e estar junto dos mais idosos e dos mais carenciados temos as Extensões de Saúde, que não devem ser descuradas, porque sem elas as populações sentir-se-ão despidas de cuidados de saúde. No caso dos Centros de Saúde deve-se apostar num serviço de apoio permanente, com horários alargados às necessidades das populações, e numa rede de médicos de família alargada a todos. É social e moralmente injusto a existência de cidadãos sem médicos de família. Isso não pode acontecer!

Numa altura de crise, a saúde deve ser sempre uma aposta clara! Funciona como um elemento motivador da sociedade porque transmite segurança e estabilidade. Este é o caminho! Entendo que, nos dias de hoje, é ainda mais crucial uma gestão criteriosa das contas públicas, mas também entendo que com uma gestão equilibrada e rigorosa é possível continuar a apostar no essencial: na saúde!

One Comment

  1. alvaro cardoso says:

    Este desejo que só alguns acham inoportuno (e sabe-se bem porquê) será concretizado no dia em que todos quisermos (os governos, os prestadores de cuidados de saúde e os cidadãos em comum). Enquanto eu me lembrar que um ex-ministro da saúde teve que publicar um seu despacho no Diário da República em que determinava que todos os profissionais de saúde que tivessem que lidar com doentes eram obrigados a lavar as mãos, está tudo dito. De boas vontades está o inferno cheio. Infelizmente, terá que esquecer o seu desejo, senão…

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