Obras no Hospital da Guarda já podem recomeçar

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A Unidade Local de Saúde (ULS) da Guarda anunciou que já pagou metade da dívida de 12 milhões de euros ao consórcio construtor do novo bloco do hospital local e está a negociar o retomar dos trabalhos.

As obras de construção do novo pavilhão do Hospital Sousa Martins (HSM) pararam na primeira quinzena de dezembro, quando a administração da ULS ainda era presidida por Fernando Girão.

A paragem dos trabalhos foi justificada com a reformulação do processo da candidatura comunitária pelo aumento da comparticipação comunitária do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), que era de 70 por cento e passou para 80 por cento.

A atual administração, liderada pela social-democrata Ana Manso, tomou posse no dia 20 de dezembro e, após avaliar a situação, procedeu ao pagamento de 6,4 milhões de euros ao consórcio construtor.

Segundo a responsável, a verba foi obtida através da comparticipação comunitária da obra, orçada em 45 milhões de euros.

Segundo Ana Manso, o retomar dos trabalhos de construção do novo bloco hospitalar está dependente da realização de uma reunião, que já foi pedida ao consórcio, para que seja definido “um calendário e um cronograma”.

Ana Manso espera que por parte da empresa construtora “haja um esforço suplementar” para prosseguir as obras, observando que “tem havido alguma abertura” nesse sentido.

Indicou que para a conclusão do novo edifício hospitalar está estipulado um prazo de “dez semanas”.

A responsável adiantou que decorrem concursos para aquisição de equipamentos para os serviços de imagiologia e bloco operatório, no valor de 15 milhões de euros, que não estão integrados na adjudicação ao consórcio construtor.

O novo edifício corresponde à primeira fase do projeto de ampliação e requalificação da unidade hospitalar da Guarda.

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