Manifesto “Viva a República” quer Parlamento a discutir fim dos feriados

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Os proponentes do Manifesto “Viva a República” querem ver discutido na Assembleia da República a eventual supressão de feriados que assinalam datas históricas de Portugal e apelaram ao PS para que se oponha a esta medida sugerida pelo Governo.

O antigo deputado socialista Luís Parreirão disse em Coimbra, esta segunda-feira (16) à noite, que o manifesto vai ser enviado à Assembleia da República, aos grupos parlamentares e à presidente, para que o assunto seja discutido no Parlamento, e não em sede de concertação social, como está a acontecer.

“Solicitamos aos partidos com assento parlamentar que o assunto dos dias nacionais, a ser discutido em algum fórum, tem de ser na Assembleia da República e não na concertação social”, referiu o antigo secretário de Estado das Obras Públicas do governo de António Guterres.

Luís Parreirão apelou ainda ao PS, de forma “muito sentida e veemente, para que se oponha a este fim dos dias nacionais que assinalam as datas maiores” da História de Portugal, mencionando o 05 de outubro, o 01 de dezembro, o 25 de abril e o 10 de junho.

“A nossa preocupação neste manifesto é de facto defender história do País, dizer que o País tem de ter memória, sob pena de não ser capaz de olhar para o futuro e enfrentar os graves desafios que tem pela frente”, sublinhou.

“Não nos parece que vamos resolver o problema da produtividade de Portugal por comemorar aquilo que somos como País e a nossa história em quatro dias ao longo do ano”, insistiu o antigo governante.

O manifesto, que tem o socialista Manuel Alegre como figura de proa, reuniu várias centenas de assinaturas.

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