Há mulheres portuguesas com complicações que têm de remover os PIP

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Arquivo - Gonçalo Manuel Martins

 

O diretor-geral de Saúde revelou esta sexta-feira (13) que há mulheres portuguesas que têm “de ser sujeitas à remoção dos implantes” da marca PIP por apresentarem complicações que são um risco.

Em entrevista à Lusa, Francisco George disse que a DGS tem conhecimento de “casos concretos de mulheres que vão ter de retirar os implantes” da marca francesa PIP (Poly Implant Prothèse) que contêm um gel que não foi licenciado para este efeito.

Contudo, o responsável diz desconhecer “o volume total e a magnitude do problema” em Portugal. “Sabemos que há um risco de cinco por cento e que foram utilizadas em Portugal 3.000 próteses. Admitindo que a maioria das mulheres coloca duas próteses, estimamos em pouco mais de 1.500 as mulheres portuguesas que tenham utilizado esta marca de implantes e que agora estão sob vigilância”, especificou.

Sobre as medidas adotadas por Portugal, o diretor-geral de Saúde disse que estão muito próximas das adotadas por outros países europeus.

“Nós vamos remover no contexto do Serviço Nacional de Saúde os implantes que tenham complicações por decisão médica, mas só os substituiremos por outras próteses em duas situações: quando colocados no SNS e sempre que a razão do implante seja devida à ablação da mama por doença maligna e na perspetiva da construção”. Francisco George sublinhou que não haverá substituição “por razões estéticas”.

Questionado sobre a hipótese de o SNS processar a marca ou exigir o dinheiro gasto nas remoções e substituições dos implantes, o responsável disse que para já as autoridades de saúde estão “no tempo da medicina e de reduzir o risco”. “O tempo da justiça virá depois”, avisou.

A DGS estima em 1.300 euros o custo de cada cirurgia para remoção de implantes.

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