Basta

Norberto Canha

Basta, sim! Basta de greves de elites – dos pilotos dos maquinistas – ou todos são contemplados ou fim às greves.

A situação em que nos encontramos é da responsabilidade de todos – desde os votantes aos governantes. Mas a classe política e a imprensa são de todos nós os mais responsáveis.

Não se aponta o dedo a ninguém em especial. Mas vamos produzir para sair da crise. Produzir o quê? Em primeiro lugar aquilo que comemos – energia para alimentar máquina humana e animal. Energia para produzir e alimentar as máquinas. Energia para alimentar as ideias e pensamento.

Ideias e pensamento para que deixe de haver: seiscentos mil desempregados; pedintes, salteadores e ladrões; para que todos os dias subam mais, os impostos e aquilo que vamos vender é todos os dias mais barato e o que vamos adquirir é todos os dias mais caro!

Ideias e pensamento para que nos deixemos de recriminações e troca de acusações e possamos pensar e por em execução o como sair da crise. O recomendado pelo troiquismo e pela aristocracia do dinheiro em que se inclui as finanças não soluciona a crise apenas a vai agravar – no próximo ano ter-se-á que pagar mais e teremos menos. Esta é a receita de qualquer contabilista que vai esconder os êxitos atrás dos números e da engenharia financeira, o que tem acontecido até ao momento.

Temos que ir à raiz das causas, à memória dos que sabem e não à sabedoria dos que julgam saber. Falta de ter a seu lado, os que embora pensem saber menos, saibam fazer.

Ideias e pensamento para que a sabedoria não seja de ouvido, e de leitura mas de experiência.

Só esta interrogação: que fazer aos milhares de licenciados que todos os anos saem das faculdades das ciências jurídicas, humanistas e empresariais se eles não estão habilitados a criar o próprio emprego? Não será mais um estorvo à saída da crise?

Que as ideias e pensamento que culminam nas Universidades e, devem ser elas as primeiras responsáveis; se pronunciem sobre que profissionais há que preparar para atender as solicitações do mercado nacional, europeu e global. Quantos artesãos, artífices e licenciados são necessários para que esta crise de abundância desnecessária se verifique.

Mas como a primeira prioridade é de dimensão humano e animal, essa é necessidade imediata, é dela que trataremos no próximo apontamento. Neste período que antecede o auge da crise, uma recomendação, comprem prioritariamente produtos nacionais, é esse um dos caminhos a seguir. Aprendamos a viver com menos para arranjarmos meios, sem mendigar, para o início da construção do futuro.

O futuro é o nosso objectivo. Portugal merece-o e nós temos que merecer Portugal!

 

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