Vítor Jorge demitiu-se da presidência da Figueira Domus

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O presidente do conselho de administração da Figueira Domus demitiu-se esta terça-feira (13). Vítor Jorge apresentou a demissão com efeitos imediatos, mas mantém-se em funções durante o prazo legal .

Vítor Jorge condicionou a sua continuidade à frente da empresa municipal de habitação social – e da empresa de reabilitação urbana Figueira Paranova – à aprovação de uma moção de confiança. Porém, a reunião de câmara de ontem nem sequer se pronunciou sobre a sua proposta, tendo decidido, por isso, demitir-se.

Entretanto, a administradora não executiva Isabel Figueiredo também se demitiu, quarta-feira da semana passada. O exercício do cargo foi posto em causa pela oposição – primeiro pelo PSD e depois pelo Movimento Figueira 100%, alegando incompatibilidade de funções: Isabel Figueiredo é Diretora do Departamento de Urbanismo da Câmara da Figueira da Foz.

Recorde-se que a crise instalou-se na Figueira Domus na sequência da exoneração do antigo presidente da empresa, Carlos Monteiro (vice-presidente da autarquia figueirense), há cerca de meio ano.

Entretanto, foi sucedido por Vítor Jorge, mas a paz não regressou à Domus. Há um mês, a administradora executiva Filipa Vaz Serra bateu com a porta em rutura com Vítor Jorge. A gestora recusou-se a assinar o contrato-promessa de compra e venda de um apartamento por considerar que os preceitos legais não haviam sido cumpridos.

Nomeadamente, Filipa Vaz Serra defendia que a venda carecia de aprovação prévia da câmara. No seguimento dessa decisão, foi-lhe instaurado um processo de averiguações.

Recorde-se que Filipa Vaz Serra também havia votado contra a aprovação de um suprimento a favor da Paranova, participada da Domus. Este episódio, lembre-se, conduziu à exoneração de Carlos Monteiro. Decisão que a Inspeção Geral de Finanças veio, agora, validar (ver mais informação em www.asbeiras.pt).

Esta vaga de demissões está a fragilizar o executivo municipal socialista presidido pelo independente João Ataíde. De salientar ainda que está em curso o processo de fusão e extinção das empresas municipais figueirenses (cinco).

One Comment

  1. Quando se fala tanto das incompatibilidades de cargo sejam políticos ou públicos ainda existem pessoas que separam as águas e abdiquam dos tachos, mas parece-me a mim que estas atitudes caiem em saco roto, é lamentável que estas pessoas não sejam reconhecidas pelos actos tomados, quando o que parece é que colocaram o interesse público á frente do privado o que é de salutar, no entanto continua-se a preferir que nada seja feito e que os problemas sejam ignorados.Como é possível continuarem os figueirenses a acreditar no conto do vigário só se são cegos ou ignorantes.

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