João Ataíde defende linhas ferroviárias e contesta medidas do Governo

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Os passageiros vão deixar de circular na Linha do Oeste, entre a Figueira da Foz e as Caldas da Rainha, mantendo-se contudo o transporte de mercadorias.

Por outro lado, a CP deixa de assegurar os transportes rodoviários entre a cidade-praia e a Pampilhosa, no troço da Linha da Beira Alta encerrado há vários anos “para obras”, segundo a tutela da altura.

Resumindo, o novo ano vai deixar a cidade da foz do Mondego com apenas uma das três vias ferroviárias para passageiros: a ligação a Coimbra.

Menos de um mês depois do Governo ter dado sinais de que o transporte de passageiros na Linha do Oeste poderia manter-se, eis que João Ataíde constata que a marcha da supressão daquele serviço avança a alta velocidade. Em declarações ao DIÁRIO AS BEIRAS, o edil da Figueira da Foz diz que “não faz sentido suprimir definitivamente” aquele transporte coletivo de passageiros, e é isso que vai dizer à tutela.

“Temo que seja um passo para a extinção da Linha do Oeste”, sublinhou. Se o fim do transporte de passageiros é contestado por populações e autarcas da zona de influência da linha ferroviária, para o edil figueirense, “acabar com o transporte de mercadorias seria um disparate” que poria em causa o potencial regional do Porto Comercial da Figueira da Foz. Ataíde sugere, pelo contrário, que se invista na modernização daquelas duas linhas ferroviárias.

Apesar do anúncio da CP, que se enquadra no plano estratégico para os transportes, o autarca recusa dar a causa como perdida, prometendo diligenciar no sentido de tentar convencer o Governo a fazer marcha atrás. Acerca dos transportes rodoviários no percurso desativado do Ramal da Pampilhosa, Ataíde esclareceu que a CP lhe garantiu que o transporte de passageiros vai ser assegurado por operadores privados.

 

4 Comments

  1. António Veríssimo says:

    Não podemos ficar calados perante esta medida que visa acabar com o caminho de ferro. Atirar a toalha ao chão não pode ser o gesto de cada um de nós. Lutar é preciso e urgente.

  2. António Veríssimo says:

    Não podemos atirar a toalha ao chão perante a teimosia deste governo que quer, pura e simplesmente, isolar cada vez mais o interior do país. O tempo é de luta e de indignação.

  3. Jose Henriques says:

    “O Sr. João Ataíde defende linhas ferroviárias”. Muito bem pensado, mas muito mal defendido. Senão vejamos: Linha de Caminho de Ferro da Figueira da Foz á Pampilhosa. As linhas ainda lá estão, cobertas de mato e com todo o património edificado ao abandono. Neste caso fica satisfeito porque lhe garantiram autocarros de privados a preços de sonho… e em segurança absoluta( veja-se o trajecto Alhadas/Santana/Arazede/Lemede/Cantanhede/Murtede/Pampilhosa)(excelente ciclovia junto á linha de caminho de ferro). Estão a imaginar a viagem das Alhadas até Santana naquelas “ auto estradas”, que o Presidente da CMFF tem vindo a arranjar e a alargar em sonhos… em substituição do comboio, mas não dos carris. Será que sonha na ferrovia turística, ligando Guarda á Figueira da Foz? Em relação á Linha do Oeste, também defende as linhas ferroviárias, mas os comboios de passageiros não, pois diz; – “não faz sentido suprimir definitivamente”! Como não consegue defender o actual serviço prestado as populações que dele muito necessitam e vão necessitar cada vez mais, o Sr. João Ataíde vai dizendo que “tenciona dizer á tutela”, pois já reparou que o comboio passou, e que ainda está sentado no apeadeiro á espera que a tutela venha á janela e lhe diga ADEUS. De “intenciones” está este Mundo cheio….

  4. Jose Henriques says:

    “Os passageiros vão deixar de circular na Linha do Oeste, … mantendo o transporte de mercadorias.”
    Diria que os comboios de passageiros vão deixar de circular na Linha do Oeste e que o Sr. João Ataíde está a ver passar os Comboios. Essa é que seria a noticia, pois a realidade é má de mais, para todos aqueles que muito necessitam do comboio para se deslocarem, e que no futuro próximo serão cada vez mais…

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