“É muito importante que o IC3 chegue à zona norte de Coimbra”

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Foto Luís Carregã

O presidente da câmara de Coimbra, João Paulo Barbosa de Melo, defendeu ontem a construção do IC3 até à zona Norte do concelho.

Em Almalaguês, onde as obras da estrada terminam atualmente, o autarca referiu que “só desta forma é que esta via ganha equilíbrio”.

“Andamos a gastar um dinheirão para fazer uma estrada que, caso fique neste ponto, não terá muitos clientes”, disse.

Na visita às obras, João Paulo Barbosa de Melo convidou os presidentes das câmaras de Miranda do Corvo (Fátima Ramos), Lousã (Luís Antunes), Arganil (Ricardo Alves), Condeixa-a-Nova (Jorge Bento), Alvaiázere (Paulo Tito Morgado), Castanheira de Pera (Fernando Lopes) e Pedrógão Grande (João Marques) para uma tomada de posição conjunta.

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6 Comments

  1. João Pais says:

    se o IC3 não ligar com o IP3 é dinheiro dos contribuintes para o lixo (ou bolsos de alguns!). Nem meia obra chega a ser. Só uma pessoa que não seja minimamente informada de como funcionam os fluxos de transito é que não vê isso.

  2. É um pouco triste ver que todos estes autarcas insistiram até há pouco tempo para iniciar a construção do IC3, quando o mundo inteiro já sabia que Portugal estava em grandes dificuldades financeiras. Onde começa a responsabilidade?

  3. Jose Henriques says:

    O Sr. Barbosa de Melo que fala em nome dos outros Autarcas que estiveram nesta romaria á “Nossa Senhora dos Aflitos com as Autárquicas 2013”, disse “que anda-se a gastar muito dinheiro”. Não disse que este “pequeno troço” será portajado. Nem disse porque não conhece a realidade, que a maioria do tráfego da A23(Torres Novas/Tomar)e da A13 (Almeirim) que se desloca para norte nesta via, chegando a Almalaguez opta por não pagar portagem entra na cidade que ele “tanto defende” e/ou dirige-se a Condeixa apanhando a A1, saindo em Trouxemil, variando para a A17 em direcção ao Norte ou Viseu. Para os habitantes de São Paulo de Frades, Lordemão, Rocha Nova, Eiras, Brasfemes e Ceira (onde vão ser construídos viadutos com mais de 100 metros de altura) vão perceber tarde demais o que este Sr. lhes está a oferecer! Não explica nem explicará o problema deste itinerário ter de inflectir á direita e não á esquerda após Almalaguez, obrigando a custos enormes, provocando no futuro redução de qualidade de vida em populações que em nada vão beneficiar desta opção. Em Ceira, Brasfemes, Lordemão e Rocha Nova vão conviver com o barulho dos imensos camiões que circulam neste itinerário, para além da destruição de habitações na zona de Ceira, Eiras e Brasfemes. O Sr. Barbosa de Melo que parece nada saber dos interesses dos automobilistas que circulam naquele itinerário todos os dias, nem os seus destinos habituais, vai falando em clientes, como se o produto que lhes quer vender fosse apetecível. Continua a asneira quando o dinheiro parece ser muito neste País e faz cócegas nos orçamentos que alguns candidatos a políticos tem de gerir e não sabem como.

  4. Alberto Barata says:

    O que é de lamentar é que esta gentinha que fala de ICS de A isto e A aquilo, esquecem-se de referir que, para chegar à Beira Serra, Góis, Arganil, Pampilhosa da Serra….tem que se circular em vias construidas no Século dezanove, então dimensionadas par a circulação de carros de bois e gado muar e cavalar! Pergunta-se, onde está o equilíbrio entre o litoral e o interior? Pobre país, que possui dirigentes, que aventa tão indigentes comentários, tendo como desiderato primeiro e infelizmente conseguem-no, enganar o pobre, sério, sempre embrulhado nos principios de boa fé, ou seja o nosso povo!

  5. Houve quem já escrevesse:"As autoestradas foram parte de um modelo de desenvolvimento que aproveitou às concessionárias. Do crescimento económico, ficaram as dívidas" e como consequência muitos portugueses vão querer dar de comer aos seus filhos ou dar-lhe educação e não têm com quê.
    O Snr. Barbosa de Melo sabe bem disso, mas como não é ele a pagar para se mostrar como candidato a candidato a ser eleito entendeu que esta autoestrada poderá ser um bom trampolim.

  6. Joao Botas says:

    Já vai tarde demais este meu comentario mas ainda suficientemente a tempo para dizer que é escandaloso que num País à beira do abismo ainda se pense investir numa autoestrada que leve o tânsito para a zona Norte da cidade de Coimbra gastando o que nao se tem e hipotecando o futuro da juventude do meu País. Reconhecia esta necessidade se nao hovesse a possibilidade de amenizar a situação. Asssim penso que a ligaçao doda A13 à A1 em Condeixa só por si resolveria toda esta problematica. Para tal bastaria que o troço da A1 Condeixa/trouxemil, entrada no IP3, deixasse de ser portajado. Ficariamos assim com o objectivo cumprido e deixavamos de dispender cerca de mil milhoes que corresponde ao traçado de Almalaguês, Ceira, Botão ,para nao falar do sacrificio imenso das populaçoes anexas.
    Reflitam senhores, não deixem o meu País na penuria!

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