Presidente da câmara da Guarda defende continuidade da maternidade local

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O presidente da Câmara Municipal da Guarda defendeu a continuidade da maternidade local, que funciona no Hospital Sousa Martins (HSM), rejeitando a possibilidade de encerramento com base no número mínimo dos 1.500 partos por ano.

O autarca socialista Joaquim Valente disse aceitar que “a base do estudo para que uma maternidade tenha boas condições” em termos de operacionalidade seja “no mínimo 1.500 partos por ano”, mas lembra que “o interior é mais despovoado”.

Para Joaquim Valente, “também têm que existir maternidades no interior [do país], pese embora não reunirem esses critérios em termos numéricos”.

Na terça-feira, o ministro da Saúde afirmou que as maternidades que registam menos de 1.500 partos por ano não deveriam estar a funcionar, admitindo o encerramento e a fusão destas unidades.

“As maternidades que tiverem menos de 1.500 partos por ano, de acordo com os indicadores da Organização Mundial de Saúde, não deveriam estar a funcionar”, sublinhou Paulo Macedo.

Os mais recentes dados da Direcção Geral da Saúde (DGS), referentes a 2009, indicam que a maternidade do HSM, integrada na Unidade Local de Saúde da Guarda, registou 690 partos.

Joaquim Valente defende a manutenção do bloco de partos local, por considerar que “as pessoas não são números”, pelo que os governantes devem “olhar para o país como um todo”, não esquecendo que há zonas, nomeadamente as do interior, “que requerem outros cuidados”.

O autarca manifestou-se sempre disponível para defender a maternidade da Guarda, “dado o seu posicionamento estratégico em termos de acessibilidades”.

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