Os trabalhadores e o povo em pequenas e grandes lutas dizem não ao roubo e à exploração!

Rita Rato

O Orçamento de Estado para 2012 é uma peça central da engrenagem de esmagamento dos direitos das populações e dos trabalhadores, para agravar a exploração do povo português e uma ainda maior concentração da riqueza nos ricos e poderosos do nosso país. Este Orçamento é a expressão do Pacto de Agressão assinado por PS, PSD e CDS com a Troika e traduz o seu conteúdo profundamente anti-social, anti-democrático, violador da nossa soberania e do direito inalienável do nosso país ao desenvolvimento e ao progresso.

À boleia do mentiroso argumento de que “não fosse o Pacto de agressão não haveria dinheiro para os salários dos trabalhadores da função pública” o Governo com o apoio do PS rouba dois salários aos trabalhadores da função pública e aos pensionistas, obriga ao trabalho gratuito em mais meia hora e corta no pagamento de horas extraordinárias. Este é o Orçamento do trabalhar mais e receber menos; aumentar desemprego e a precariedade, cortar nos direitos laborais; destruir o Serviço Nacional de Saúde e transformar este direito num negócio para os privados; destruir a escola pública de qualidade para todos e voltar aos tempos da escola fascista do ler, escrever e contar para os filhos dos pobres e os liceus e a universidade para os filhos dos ricos. Este é o Orçamento da privatização dos correios, dos transportes públicos, do encerramento de mais 600 km da ferrovia, enfim de destruição dos serviços públicos essenciais às populações.

Este é o Orçamento para enriquecer os ricos e empobrecer os pobres; aumentar a fome a miséria do povo, para oferecer chorudos banquetes de benefícios e isenções fiscais aos grupos económicos e financeiros. Durante os primeiros seis meses deste ano, ao mesmo tempo que as dificuldades das famílias cresciam e a pobreza alastrava os principais bancos, as grandes empresas do sector da energia e das comunicações e os dois grandes grupos da distribuição, lucraram cerca de 2.000 milhões de euros.

Mas a este Orçamento de destruição do país, os trabalhadores e as populações respondem com pequenas e grandes lutas até à sua patriótica derrota.

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