Eu deputado: Estado de alma

Serpa Oliva, deputado do CDS-PP

Um conjunto de circunstâncias em que se podia referir à cabeça a questão do metro de superfície, passando pelo desassoreamento do Mondego, a mini-hídrica de Foz do Caneiro, os Estaleiros Navais do Mondego, o IC6, o IP3, a co-incineração, etc., etc., leva-me a uma sensação de que Coimbra e o seu distrito parece que desapareceram do mapa.

É minha íntima convicção de que a falta de uma força motriz que nos una verdadeiramente conduz a esta situação que não pode continuar. Sabemos, e estamos conscientes, da gravíssima crise que o país e a Europa atravessam, mas nada nos poderá fazer cair na sensação de que nada é possível.

A questão básica, para mim, é de que continua a haver um centralismo que, de uma forma ou de outra, desconhece a realidade das causas que vimos defendendo a nível local. É necessário encontrar novas fórmulas de colaboração entre todo o poder local e os deputados eleitos pelo distrito, para que verdadeiramente a nossa voz chegue a quem de direito.

Penso que poderia fazer-se um amplo fórum em que, confesso, não sei exactamente como, pudéssemos de uma vez por todas fazer ouvir a nossa voz.

Temos, contrariamente ao que se diz, gente preparada e com capacidades para fazer inverter este ciclo. Assim houvesse vontade política para conseguirmos, no mínimo, que os nossos objectivos prioritários, e que penso a todos unem, nos fizessem criar uma plataforma em que pudéssemos afirmar as enormes potencialidades do nosso distrito.

Continuo a ter esperança, e não me chamem optimista por isso, de que tal desiderato é possível. Chegou o momento de dizer e convencer a quem de direito que fazemos parte de um todo nacional que se quer seja ouvido nas suas legítimas aspirações.

Nesta coluna do Diário As Beiras lanço o repto no sentido da criação de um movimento que reúna todos aqueles que lutam em favor do nosso distrito, para que se unam e digam basta.

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