“A GNR não está desfasada da realidade (financeira) do país”

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Faz sentido existirem a Unidade de Controlo Costeiro e a Polícia Marítima?

Em algumas áreas funcionais e geográficas sobrepõem-se, noutras complementa-se. O que é importante é as entidades terem vontade de cooperar, e essa vontade, a nível local, existe.

 

Tem meios suficientes?

Obviamente que gostava de ter muitos mais e melhores. Tenho muita sorte em ter os recursos humanos que tenho, em quantidade e qualidade. Em relação aos meios materiais, tenho de os gerir com muito cuidado, principalmente as viaturas e o combustível, porque a GNR não está desfasada da realidade do país. Mas desde que eu comando, não se deixou de fazer uma patrulha por não haver combustível ou viaturas.

Que é feito do seu projeto de repovoamento do meixão no Rio Mondego?

Algumas entidades demoram bastante a responder e há questões legais que têm de ser dirimidas. A parte científica já não me preocupa porque a Universidade de Coimbra disponibilizou-se de imediato.

As apreensões de pescado imaturo são as principais ações da sua unidade?

Não. A principal ação é claramente a vigilância da nossa costa, é onde empenhamos o maior número de recursos.

A captura de pescado imaturo é de um negócio de milhões ou de tostões?

É mais um negócio do quotidiano. Alguns pescadores dedicam-se à atividade de uma forma quotidiana e têm um sistema muito bem oleado, com pessoas dedicadas à vigilância, carregamento, transporte. Acerca do meixão, temos aqui uma pérola jurídica: no troço final do rio Mondego, a pesca constitui uma contraordenação punível com coima entre 250 aos 1.250 euros; a partir dos Cinco Irmãos é processo-crime. Ou seja, temos dois enquadramentos jurídicos diferentes para a mesma infração.

Na última assembleia geral da Confraria Gastronómica do Arroz e do Mar foram evidenciadas clivagens internas…

Houve desentendimentos, mas no final toda a gente se despediu com um sorriso nos lábios e um aperto de mão. A questão que levantou mais polémica foi a certificação do arroz de sardinha da Figueira da Foz.

 

Esta entrevista pode ser ouvida na íntegra no programa “Clube Privado” da Foz do Mondego Rádio (99.1FM), às 19H00 de sexta e de sábado e às 22H00 de domingo.

4 Comments

  1. cristina henriques says:

    Cada tendeiro sabe da sua tenda!!!
    Cada grupo policial é que escolheu o quis ser….
    Bastavam cinco homens dos "150 efectivos da GNR da Unidade Controlo Costeiro" diáriamente no controlo e fiscalização na zona da Bombagem – montante dos cinco irmãos – Rio Mondego.
    E o meixão já estaria mais bem salvaguardado de extinção e dos tais fins lucrativos.

    • Figueirense says:

      Isso só vindo de quem nada sabe do assunto, ou então sabe muito e gostava que assim fosse para poder ndar avontade, e para além disso 5 homens é muito homem é só fazer as contas, é que o dia tem 24H00 e as zonas como a da bombagem são muitas, aí! são tantas.

  2. Cristina Henriques, se não sabe nada do assunto mais vale tar calada…

  3. cristina henriques says:

    identifiquem-se… pelo menos davam a cara!!! E eu gostaria tanto de saber os vossos nomes.
    Nesta sociedade em que vivemos o Direito de expressão é o pão nosso de cada dia.

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