Amar Portugal: a agricultura

Norberto Canha

E agora? – Uma pergunta nada fácil, que exige respostas imediatas. E agora? Regresse-se à agricultura. Sem agricultura viável, não há país viável! Não há independência! Não pode haver liberdade! Perde-se a dignidade do Estado e com esta a dignidade de se ser cidadão.

Assim, há que produzir 85% do que se consome e a investigação prioritária deve ser dirigida à produção de bens alimentares – do seu transporte e da sua movimentação (desde o produzir ao consumidor).

O agricultor não tem qualquer orientação e apoio (que já teve). Foi transformado o Ministério da Agricultura em fiscal implacável das normas comunitárias. Tem que se lhe acudir antes que desapareçam – os já velhos – que ainda sabem alguma coisa da arte. Muita coisa! Ao agricultor, para o agricultor, não pode ser pago apenas 1/5 (um quinto) do preço que o consumidor paga no super ou mini mercado. Valer um litro de azeite menos que valia há vinte anos?! Valer um cordeiro menos ou o mesmo que valia há mais de vinte anos?! Isto não poderá continuar assim. A assim continuar como poderá ser paga a dívida ao exterior, contraída sem nossa autorização, pelo Estado Soberano?!

Deixemo-nos de recriminações e vamos ao como proceder (seria útil, penso eu, que lessem o livro que vou publicar e mandei aos partidos políticos e presidentes das câmaras em formato electrónico, cujo título é: Amar Portugal, Apelo ao Senso, Verdade e Reconhecimento – Contas aos Netos) sinteticamente:

– Restaurar a credibilidade do Ministério da Agricultura e Pescas;

– Formação de bons profissionais – desde práticas agrícolas a engenheiros. Que saibam e saibam fazer;

– Restaurar e dar vida a estruturas que já existiram e funcionavam bem tais como:

– Centros de recolha, transformação, selecção, garantia de qualidade, como eram as cooperativas e o Complexo Agro-Industrial do Nordeste – Cachão – que antes de 26 de Abril não só era viável – dava garantia aos agricultores do escoamento dos seus produtos, como talvez, se situasse, se não fosse o melhor, entre os melhores da Europa.

– Os portugueses, todos, senão mesmo a Europa, a consumir os produtos aqui cultivados.

– Portugal é uma estufa permanente. É de começar a pensar num TGV que coloque os nossos produtos, no mesmo dia, desde Estocolmo a Moscovo.

Haverá assim emprego para todos.

A Agricultura é uma esponja permanente de absorção de mão de obra que se quer qualificada.

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