Os jovens e o futuro

Olinda Rio

Dia Internacional da Juventude: 12 de Agosto.

A Organização das Nações Unidas (ONU) optou por este dia para celebrar o melhor da vida: a Juventude. E há tanto para celebrar…

Os jovens são energia, são alegria de viver, são, em geral, seres maravilhosos. Depositários dos nossos valores, do nosso saber, mas também da nossa esperança num futuro de paz e harmonia, da nossa esperança num mundo onde o “boom” tecnológico que iniciámos seja semente de bem-estar.

Os jovens de hoje não são, de forma alguma, piores do que os de “antigamente”. É normal, e acontece desde a antiguidade, que as gerações anteriores vejam com apreensão alguma irreverência e ligeireza na abordagem que os jovens fazem das questões importantes da vida.

Ao contrário, são precisamente estas características os motores da mudança e do progresso.

– Nestes dias decorrem as candidaturas à Universidade. Muitos jovens sentem-se confusos, perdidos. Ou porque têm notas para entrar no que querem, mas não sabem se é isso que querem. Ou porque não têm notas para entrar no que pensam que querem e acham que não querem mais nada. Cabe-nos a nós, adultos – pais, professores, técnicos – ter uma postura optimista e construtiva. Afinal, citando Steve Jobs numa cerimónia de graduação na Universidade de Stanford […] you can’t connect the dots looking forward; you can only connect them looking backwards .

– Nestes dias, no Reino Unido, decorrem distúrbios e violência inaceitáveis. Contudo, estes não deviam ser conotados com jovens ou juventude, mas com delinquência, que há e sempre houve, em todas as idades. Há entre estes delinquentes criminosos, jovens e crianças? Pelos vistos, sim. Incumbe aos adultos – neste caso às autoridades britânicas – actuar com determinação. Actuar com maturidade e cidadania. Protegê-los a eles próprios e a quem eles prejudicaram. Como? Usando os meios necessários e adequados – que existiam, claro – para que estes actos não tivessem acontecido. Os jovens precisam de se sentir balizados, sentir que alguém lhes põe limites, cabe aos adultos impor estes limites. Eles próprios se sentiriam muito mais seguros e felizes, se percebessem que quem de direito os travaria. É inconcebível que o Director de um Youthcenter refira que há muito desemprego, que estes jovens não têm perspectivas, que não têm nada a perder, por isso a violência não o surpreende. A violência deve surpreender-nos sempre. Nada a justifica. Estes jovens têm tudo a perder: a paz, a liberdade, o tecto, a refeição, o acesso à educação. Recorde-se que 87% dos jovens do mundo vivem em países em vias de desenvolvimento, onde estas realidades não existem.

– Nestes dias, em Miranda do Douro, jovens escuteiros recuperam fachadas de casas de uma aldeia, transformando ainda a sua presença numa festa para a população local.

– Nestes dias, em Madrid, decorre um encontro de jovens católicos que têm todo o direito de se juntar para estar com o pastor da sua Igreja e de o fazer com protecção e segurança. Para mais sendo gente que não vai estragar, nem destruir nada, certamente.

É preciso não ter medo de agir, não ter medo de dar a cara pelo que está certo, bem como ser firme e determinado com o que não está.

Pessoalmente celebro o Dia da Juventude da melhor forma. Sou mãe de uma jovem maravilhosa que nasceu precisamente … no dia 12 de Agosto.

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