Onde está o Álvaro

Fernando Serrasqueiro

Deputado PS

Como saímos disto? A pergunta é a que muitos europeus fazem referindo-se à crise que se foi desenvolvendo e se espalhou por todo o mundo com mais profundidade em estados europeus, pondo em risco a sua soberania devido à pressão sobre as suas dívidas .

No clube dos economistas e políticos duas grandes respostas têm sido avançadas.

Uma predominante e com apoios no países mais desenvolvidos do centro da Europa aponta como a prioridade, senão mesmo a resposta exclusiva, o saneamento rápido das finanças que conduza a curto prazo a um saldo positivo que permita amortizar as dívidas e assim trazer confiança aos mercados para depois se assistir a um crescimento mais sustentado.

Dito de outra forma, uma estratégia por etapas. Primeiro equilibrar as contas e depois avançar com um plano, que liderado pela iniciativa privada, promova o crescimento. É um processo longo.

Uma segunda resposta critica esta escolha porque é fortemente depressiva e a economia ressente-se, a curto prazo, com incidência no desemprego e no aniquilamento de muitas unidades económicas. Defendem que a estratégia seja um mix entre consolidação e apoio a actividade produtiva para que a economia não se deprima a ponto de ser muito difícil a sua recuperação.

Na primeira opção a economia é inicialmente esquecida em favor das finanças públicas enquanto na segunda a economia é posta ao lado e em apoio da consolidação das contas porque ajuda a sustentar o PIB.

A opção do governo português é clara e os órgãos de comunicação social dão conta disso.

Temos ministro das finanças todos os dias e só nos feriados aparece o da economia.

Percebe-se agora melhor a fusão da economia com os transportes e obras públicas num mega ministério. O isolamento da economia conduziria a um ministro desocupado a ver o das Finanças avançar sem poder de intervenção. Com as outras áreas acrescentadas sempre se ocupa da subida das tarifas dos transportes e da suspensão dos concursos rodoviários e ferroviários a aplanar a actividade das Finanças.

Senão vejamos. Qual a estratégia do Min. da Economia para o País? Não sabemos. Com a quebra do consumo privado que já se faz sentir e a paragem do investimento ficamos dependentes das exportações, que sem apoios e com os clientes externos em contracção tenderão a diminuir.

Sobre a energia qual a politica a seguir? Manter o rumo que conduziu ao êxito reconhecido ou mudar de agulha para ceder a lóbis próximos do poder?

O crédito as empresas é para apoiar ou as finanças mandam apertar e os encerramentos das empresas começam a acumular-se.

O Turismo após esta época de alta terá algum impulso? Ouvi falar num produto que não é novo e que combina Sol e nórdicos idosos. Uma boa ideia que já esta nos livros mas é preciso concretizar.

As tão badaladas PME na oposição pelo PSD resistirão a uma fusão IAPMEI/AICEP com todas as energias viradas para a arrumação da casa? A execução do QREN num clima recessivo e sem crédito vai evoluir?

Perguntas que ficam sem resposta.

Onde está o Álvaro, ministro português da economia? Em Espanha a tratar do TGV que não é para avançar …

Leave a Reply

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

*