Ministério da Educação não fecha escola superior de Oliveira do Hospital

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A Escola Superior de Tecnologia e Gestão vai manter-se em Oliveira do Hospital. O Ministério da Educação e Ciência recusou a solução apontada pelo Instituto Politénico de Coimbra que passava pela transferência dos alunos, docentes e não docentes para as escolas de Coimbra.

Em comunicado ontem enviado à comunicação social, o ministério explica que “não pode dar a sua anuência ao encerramento da ESTGOH, nem à sua transformação nos termos propostos pelo presidente do IPC ou noutros que, sob qualquer pretexto, conduzam ao mesmo resultado”.

“Entende o Ministério da Educação e Ciência que estas medidas não são aceitáveis a dias da abertura do novo ano letivo, pelo universo de pessoas que abrangeriam”, pode ler-se no mesmo comunicado.

Versão completa na edição impressa

10 Comments

  1. José Soares says:

    Finalmente, este Governo dá-nos uma boa notícia. Era incompreensível esta medida a poucos dias de começarem as aulas, com prejuízo directo para alunos, famílias, professores, funcionários e comunidade local. Houve bom senso.

    • Revoltado says:

      E quyal a sua boa notícia, de-nos uma boa notíicia da população em seu beneficio não do seu próprio mas da população no seu todo vias de comunicação, ou caminhos vicinais para proveito da população "povo". Ponha os olhos na sua imagem e deixe-se de tretas

  2. O calendário não é o mais adequado, mas a decisão é da mais elementar racionalidade. É tempo de dizer que não se justifica uma escola de gestão em Olivª do Hospital, a tão escassa distância de Coimbra. As razões da sua existência são um atentado ao erário público e satisfazem somente o caciquismo local e as vaidades paroquiais lá da terriola.

    • bernardino martins says:

      triste comentário ou não tem nada a ver com Oliveura do Hospital ou não vive neste planeta ou ainda tem o penssamento caduco do tempo da outra senhora em que só os ricos poderiam estudar porque tinham condições munetárias para os gastos que eram necessario para deslocações alojamentos ect ect DESCULPE AMIGO mas repito ou não vive neste planeta,ou está fora da realidade OU AINDA NÃO TEM NADA A VER COM OLIVEIRA DO HOSPITAL

  3. A escassa distância é de 80 km. Se para si isso é escasso, então gabo-lhe as capacidades combustíveis. Gosto ainda de ver que para si, só a cidade grande é que tem direito a ensino superior, saiba então que isto não é uma questão de caciquismo local ou vaidades paroquiais, é uma questão de direito – legítimo – ao acesso ao desenvolvimento. E é assim não só em Oliveira do Hospital mas também noutros pontos do país, com o Instituto Politécnico de Leiria com filiais nas Caldas da Rainha e em Peniche, por exemplo. Existe ainda uma Universidade na Covilhã, a UBI, e um Politécnico em Tomar. Tudo isto faz parte de uma luta para que deixem de ser só os grandes centros a ter acesso ao ensino superior, porque por muito que lhe custe ver há pessoas sem capacidade económica para sair da sua terra e continuar os estudos e há 'terriolas' que têm tanto direito como as outras a lutar por terem meios de subsistência. Erário público? Fechem a ESEC, que é só cursos oferecidos a entregar directamente no Fundo de Desemprego.

  4. Subscrevo o que o José Marques diz, na ESEC 90% dos cursos oferecem a inscrição no Centro de Emprego (e se calhar estou a ser demasiado benevolente). Felizmente saiu o tiro pela culatra a esses srs dirigentes do IPC. Gostava de ver as suas carinhas tristes neste momento!

  5. Aluna da ESTGOH says:

    Sou aluna finalista da ESTGOH, e também eu subscrevo o comentário do Sr. José Marques. Tal como as restantes notícias que têm vindo a público, gostaria de saber quais as taxas de empregabilidade das outras escolas do IPC, e quais os comportamentos contabilisticos das referidas escolas, pois não é só fechar a escola mais pequena, é preciso ter a capacidade de ver quais as que se conseguem manter e aquelas que mesmo dando prejuízo, votão no fecho desta escola para poderem usufruir das verbas que lhe cabem por direito.
    Felizmente neste país para além de Gestores e homens com "h" tão minusculo, existem Homens com "H" grande que pensam nos impactos antes de tomarem medidas.
    Meu caro Sr. A. Silva: apesar de viver numa teriola como é Oliveira do Hospital, certamente posso dizer-lhe que tenho mais formação que o senhor, ou pelo menos bastante mais civilização. è que Portugal somos todos e não só as grandes cidades. Endereço o convite para conhecer Oliveira do Hospital antes de falar daquilo que desconhece. Aqui em Oliveira Trabalha-se para ter um curso, mas com ele vem formação…

  6. O comentário do Silva é no minimo inqualificável. Não sou de Oliveira, mas o que iam fazer era incompreensível. Os argumentos apresentados pelo Presidente do IPC, quando diz que o governo é incoerente, porque também fechou mais de 200 escolas do ensino básico, nem parece que vem de uma pessoa que está à frente do ensino superior. quer comparar o fecho das escolas do ensino básico com um instituto público? As mais de 200 escolas já estavam anunciadas há muito tempo, e esse número abrange um universo muito grande. Senhor Rui Esteves, sei do que estou a falar, porque lido com essas situações, conheço exemplos de meninos que se vão deslocar para centros educativos, e que se vão deslocar 10 a 20 Km, sem custos adicionais para os seus pais. Na Escola de Oliveira, o senhor sabe se muitos alunos têm possibilidades económicas para irem para Coimbra? Então e irem de camioneta para Coimbra, já fez bem as contas? Decidir nos gabinetes sem ter noção da realidade das dificuldades das pessoas é muito fácil, aliás o nosso pais está nesta situação porque quem gasta aquilo que não tem, um dia bate no fundo, e não tem solução.

  7. aluno ESEC says:

    Lamento toda esta situação. É desagradável e apresenta consequências para todos os envolvidos. No entanto, penso que muitas das opiniões aqui expressas reflectem alguma irracionalidade. O acesso à educação é um direito de todos! A educação superior é um serviço público! A questão da empregabilidade é muito relativa. O IEFP recebe muitos diplomados de todos as escolas do IPC. O que pretendo dizer é as pessoas têm o direito de escolher a formação que querem, independentemente de dar um cartão de embarque directo para um emprego ou não. Ilude-se aquele que pensa que as áreas de formação ditas das engenharias ou das ciências económicas e até mesmo da saúde têm um emprego garantido… Além disso, os problemas de financiamento prendem-se muito com o número de alunos que entram! E tanto quanto eu saiba a ESEC preenche sempre as vagas que tem.

    Por estas razões parece-me prudente pensar primeiro…

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