Há 116 funcionários da câmara de Coimbra a acumular funções no setor privado

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116. Na Câmara de Coimbra, são 116 os funcionários que também trabalham no setor privado. No país, só seis autarquias têm maior número de acumulações.

Os dados, da Inspecção-Geral da Administração Local (IGAL), foram divulgados pelo “Sol”. Ao jornal, o inspetor-geral, Orlando Nascimento, admite que há “uma ausência de fiscalização efetiva”, por parte das câmaras. Daí que as acumulações “coexistam com o pagamento de trabalho extraordinário”.

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16 Comments

  1. antónio marqies says:

    É assim que funciona os serviços públicos.
    Acumular, vários serviços (só tachos)
    Retirando lugares a tantas pessoas sem trabalho
    Eles querem tudo e não deixam nada. Conhecem ?

    • Tiago Cardoso says:

      Bom dia. Havendo trabalhos disponíveis, desde que compatíveis em termos de funções e de horários, existe algum problema em ter mais que um emprego? Quantas pessoas não trabalham por turnos e fora de horas têm outras actividades. Desde que legal e fiscalmente enquadrado qual é o problema? Já vi é muita gente queixar-se de não ter dinheiro, mas tentar ir arrumar produtos no Continente das 23 às …, dá trabalho e custa.

      • Em altura de crise isto são noticias que so vêm mostrar o estado em que o país está. Porque não tenho dúvidas que as autarquias são o "cancro" deste país. O dinheiro que se gasta, muitas vezes mal gasto e em proveito próprio, é absurdo. A acumulação de trabalhos não tem qualquer problema do seu ponto de vista, mas socialmente com a crise que o país enfrenta é vergonhoso haver pessoas que estão na função pública acumular empregos no sector privado e mais, função pública a cumprir horários é do mais duvidoso que há, logo o que concluo desta notícia é que há muitos espertos em Portugal e como diria o outro, "O mundo é para os espertos"!

  2. Carlos pessoa says:

    Rua com eles…

  3. Tiago Cardoso says:

    Ao contrário do que acontece em muitas outras profissões, quem trabalha para o estado tem que solicitar autorização, nos termos permitidos pela lei, para a realização de trabalho sem ser para a sua entidade patronal. Essa autorização, mesmo que concedida, está sujeita a regras bem definidas. Não se percebe qual é o significado da notícia, pois trata-se de uma autorização prevista legalmente. Se um funcionário precisar de um 2º emprego, em horário pós-laboral, tem que ser autorizada a acumulação de funções. Existe algum mal nisto? Quantas pessoas sem serem funcionários públicos não têm vários empregos para sobreviverem e pagarem despesas familiares?

  4. E estou eu e muitos outros com qualificações no desemprego, porque há alguns que teimam em querer tudo para eles!!!

    A fiscalização deveria actuar e obrigar estes funcionários a optar por um dos postos de trabalho!

  5. a minha única dúvida é se o trabalho público é pago em horas extraordinárias. A notícia não é notícia, porque não é esclarecedora. Na minha opinião, se esses funcionários cumprirem o seu horário de trabalho, sem interferências e sem lugar a pagamento de trabalho extraordinário, podem perfeitamente trabalhar noutro local e para outra entidade. Como disse, desde que não se prejudique o serviço público (e o pagamento seja normal e não extraordinário) cada qual bem pode fazer-se à vida!

  6. O problema não é de agora e existe em vários Organismos. Nalguns casos, chega a ser abusivo. Normalmente é pessoal técnico, (engenheiros, arquitectos, …) e escapa ao controlo da assuidade, pois esse trabalho por fora, é efectuado dentro do horário normal da função pública: 09/12H30; 14H00/17H30. Mesmo que esses trabalhadores estejam isentos de horário, têm de ter presença diária obrigatória e cumprir integralmente as 36 horas semanais.

    • Tiago Cardoso says:

      Eu gostava é que tanto conhecimento de causa fosse posto em prática. Se há e conhecem quem pratique esses horários, quem faça trabalho externo dentro do horário de trabalho, quem não cumpra o n.º mínimo de horas a que está obrigado, indiquem-nos sff a quem de direito. "Cuspir" para o ar não resolve. Se calhar é preciso haver dois ou três processos disciplinares, com despedimento, para haver vergonha nos restantes. Haja coragem de enfrentar os fantasmas. Escrever em sites que existem bruxas não prova que existam, só levanta suspeita. Se fossem aos organismos e escrevessem no livro branco se calhar era de gente Grande.

  7. Zé Pagante says:

    A QUADRILHA LARANJA a encher o BANDULHO…..

    É um fartar de VILANAGEM……..

    Paga Zé………….

    Mas a vossa hora vai chegar………….

    Os LADRÕES vão pagar……………..

  8. Certamente são os 116 funcionários que se encontram a mais dentro do Município de Coimbra. Acredito que a maior parte desles passam o dia de costas direitas, fazendo o menos possível para que depois possam aguentar mais um emprego no final do dia. Será que o rendimento de trabalho de 116 funcionários que têm dois empregos é igual a quem realmente trabalha? óbviamente que não….

  9. António Santos says:

    Se as acumulações “coexistam com o pagamento de trabalho extraordinário", é porque as câmaras pagam trabalho extraordinário, porque outro trabalho legalmente aceite fora do horário normal não é pago como trabalho extraordinário . o que se passa, segundo a notícia é que o funcionário trabalha para outro emprego no horário da câmara e depois trabalha fora de horas para fazer o que não teve tempo de executar.
    E já agora será que "essas" outras empresas privadas não têm interesse em negócios com as câmaras? Não serão fornecedores de serviços ou produtos por exemplo?
    Não será promiscuidade?
    Será que o prevaricador está descansadinho à espera que seja o cidadão comum sem ferramentas e meios para fazer a fiscalização? Assim é muito cómodo Sr. Tiago Cardoso..

    • Tiago Cardoso says:

      Os meios estão à disposição de qualuqer cidadão. Desde que saiba escrever, é só pedir o livro branco, se não souber também há mecanismos para que possa reclamar. Há que ter coragem de o fazer. Dar a cara. Assumir que não concorda com o que vê. Quando somos mal atendidos numa loja ou restaurante não reclamamos? Quando um produto tem defeito não reclamamos? Quando alguma coisa avaria na garantia não reclamamos? Os mecanismos são os mesmos. O pagamento de horas extraordinárias é feito para situações específicas. É estabelecido um período de tempo limitado e pré-definido para a execução das tarefas, tendo que ser aprovado previamente a sua realização. Para além disso o limite de horas extraordinárias é limitado diariamente, mensalmente e anualmente.

    • Tiago Cardoso says:

      Está tudo muito preocupado com a Câmara de Coimbra, mas irem a uma consulta ao hospital, que o médico só aparece às 10 e vai embora às 14, ninguém reclama. Será legal haver nas proximidades do hospital consultório com placas a anunciar que é chefe de serviço, cirurgiãi, etc…? Que aconteceria se um engenheiro da Câmara tivesse um gabinete de projectos à porta da câmara com publicidade a dizer que era eng.º da câmara.

  10. O problema não é o facto de se ter dois trabalhos ou até meia duzia deles, é apenas e somente a fuga dos impostos em que muitos deles cobram o IVA e depois nao o declaram, issso sim é grave…

  11. José Soares says:

    Concorde-se ou não, a verdade é que esta situação é perfeitamente normal e legal. Quantas pessoas que só trabalham na privada, é que também acumulam funções, tendo dois, três, ou mais funções/empregos? As acumulações na Administração Pública têm enquadramento legal. Se há ilegalidades, cumpra-se a lei. Na Saúde, os médicos serão seguramente quem mais faz acumulações, e isso não parece incomodar ninguém. Se há algo que é fácil de mudar são as leis. Se esta está mal, mude-se.

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