Geopark Naturtejo cria peças de ourivesaria com forma de fósseis

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Réplicas de fósseis com quase 500 milhões de anos, que se encontram no Geopark Naturtejo, vão ser transformadas em peças de ourivesaria, constituindo um novo produto com o selo geoproduto”.

Peças de ourivesaria com a forma de fósseis emblemáticos que se encontram no Geopark Naturtejo são o novo produto a ostentar o selo de “geoproduto”, anunciou aquela entidade turística.

As trilobites que remontam há quase 500 milhões de anos e que são conhecidas pelos fósseis em Penha Garcia, Vila Velha de Ródão e Oleiros, vão ser reproduzidos em metais nobres, como a prata e o ouro.

As peças estão a ser produzidas “com caráter experimental e esperamos em breve colocá-las à venda”, disse à agência Lusa, Armindo Jacinto, presidente da Naturtejo.

O Geopark estabeleceu uma parceria com Paulo Dias, ourives das oficinas de Febres, concelho de Cantanhede.

Tanto os vestígios de trilobites como os de ouro “existem nesta região em abundância, pelo que fazia sentido uni-los num produto para levar para casa como recordação”, refere o autor das peças.

Os vestígios da exploração de ouro no território do Geopark remontam ao período Calcolítico, sendo abundantes e monumentais as “conheiras”, aglomerados de pedras que testemunham a exploração aurífera junto aos rios Tejo, Erges, Aravil, Tripeiro e Ocreza

Hoje há mesmo atividades para turistas que consistem em passar parte do dia a reviver a busca de ouro, com os devidos utensílios, na margem e leitos dos rios.

Segundo Paulo Dias, a ligação da aldeia do litoral à beira baixa já dura “há largas décadas, quando os ourives de Cantanhede se deslocavam a esta região de bicicleta para comprar ouro”.

Noutras ocasiões, as pequenas pepitas feitas de resíduos encontrados nos rios eram trocadas “por brincos para o enxoval ou cordões para a santa”, peças de caráter religioso.

O ourives olha para a rápida subida do preço dos metais e garante que a conjuntura faz da trilobite em ouro ou em prata, “um investimento seguro”.

A Naturtejo é uma empresa intermunicipal que unificou a oferta turística da região, em torno do património geológico, graças ao Geopark criado em 2006 e incluído na rede mundial da UNESCO.

Abrange os municípios de Castelo Branco, Idanha-a-Nova, Nisa, Oleiros, Proença-a-Nova e Vila Velha de Ródão, classificados pelas suas atrações geológicas e culturais.

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