CLDS de Góis quer estimular espírito empreendedor entre os jovens

Incutir um espírito empreendedor, sobretudo entre os mais jovens, de forma a fixá-los no concelho de Góis, é um dos principais objetivos do Contrato Local de Desenvolvimento Social (CLDS) do município, apresentado hoje.

Divulgado em sessão pública na Câmara Municipal, o projeto intitula-se “Consolidar Laços, Disseminar Solidariedade” e arranca segunda-feira no concelho de Góis (Coimbra), prolongando-se até 2014.

O CLDS de Góis, cuja entidade coordenadora local é a Associação de Desenvolvimento Integrado da Beira Serra (ADIBER), apresenta como primeiro eixo o emprego, formação e qualificação, com intervenção nas áreas da empregabilidade e no apoio ao empreendedorismo.

Um dos seus principais eixos é “o emprego e o empreendedorismo: tentar incutir um espírito empreendedor, sobretudo entre os mais jovens, para os fixar no concelho”, mas abrangendo também a população ativa, disse hoje o presidente da ADIBER, Miguel Ventura.

“Ao estimularmos o empreendedorismo, estamos a criar novas empresas, novos postos de trabalho, a criar mais riqueza e a diversificar os rendimentos, aumentando a a qualidade de vida da população”, realçou.

A criação do GOIS [Gabinete de Oportunidades de Inserção Social] Empreende, de uma incubadora de empresas e a requalificação da Quinta da Ribeira são algumas das ações previstas neste eixo, adiantou o presidente da ADIBER.

Com um orçamento global de 524.989,55 euros, o programa contempla também os eixos “Intervenção Familiar e Parental – Desenvolvimento de ações de apoio à comunidade, às famílias e à população idosa, promovendo a inclusão” – que prevê, nomeadamente, um sistema de apoio à distância aos idosos – e “Capacitação da Comunidade e Instituições”.

O projeto beneficia “toda a população de Góis (4.200 habitantes), direta ou indiretamente”. Entre os seus beneficiários diretos figuram cerca de 500 pessoas, disse Miguel Ventura.

Melhorar a qualidade de vida dos cidadãos, promovendo a sua inclusão social, através de ações que contribuam para combater a pobreza persistente e a exclusão social em território deprimido, é o seu objetivo principal.

Ao intervir na sessão, a presidente da Câmara de Góis, Maria de Lurdes Castanheira, salientou as “ações inovadoras presentes no CLDS, ao nível da promoção do empreendedorismo, criando condições para incentivar as populações a integrarem o mercado de trabalho através do aproveitamento do potencial endógeno do concelho, nomeadamente dos produtos locais” de qualidade.

“Ao nível do apoio familiar e parental, não podemos deixar de destacar a criação da Academia Sénior, que funcionará no Centro Cívico e Cultural de Góis, conferindo-lhe uma nova dinâmica, a qual prevê um conjunto de atividades que irão promover a ocupação saudável da população mais idosa, num processo de transmissão de saberes que urge preservar, reforçando a identidade deste território”, referiu.

 

One Comment

  1. Jose Bandeira says:

    Em relação ao concelho de Góis e em particular à freguesia de Góis ,,o CLDS tem sentido depois de haver a satisfação das condições essenciais pela população ,como por exemplo o saneamento basico ao nivel de esgotos que não existe ainda implantado em toda a freguesia ao contrário do que eu li ,há um ano e tal ,no Diário das Beiras .Isto sim,é o principio de fixar as pessoas para elas próprias com ajuda de Entidades,serem inovadoras criarem projectos ,postos de trabalho riqueza e bem estar social e assim não haver défice demogáfico .__Gastar dinheiro neste projecto através da ADIBER,sem primeiro o Município investir no completo saneamento básico ,é o exemplo puro do resultado que é este País ,desbaratar dinheiro para a oportunidade de lançar foguetes tirar fotografias , para assim algumas pessoas serem mais conhecidas (caso contrário não eram ) e não se passa disto .É tudo uma treta para não escrever mais nada .

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