#acampadacoimbra suspende reuniões no mês de agosto

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Os promotores da “#acampadacoimbra“, que acolhe desde maio na Baixa da cidade o debate de questões sócio-políticas diversas, decidiram “suspender em agosto a assembleia popular“, revelou um dos responsáveis pela iniciativa.

“Está cá pouca gente no mês de agosto”, justificou Henrique Pereira em declarações à agência Lusa, indicando que a decisão “foi tomada por consenso” em mais um encontro na praça 8 de maio, que terminou na última madrugada.

Os trabalhos serão retomados no segundo domingo de setembro, dia 11, no habitual local dos debates, junto à Igreja de Santa Cruz, monumento com o estatuto de Panteão Nacional, associado à fundação da nacionalidade por ali repousarem os restos mortais dos dois primeiros reis de Portugal, D. Afonso Henriques e D. Sancho I.

Segundo Henrique Pereira, a última assembleia contou com a participapção de uma dezena de pessoas, incluindo “duas escuteiras não católicas”, oriundas da Catalunha espanhola, que têm participado em idênticas realizações de contestação social no centro de Barcelona.

No acampamento de sexta-feira à noite, foi deliberado “aderir à mobilização internacional” programada para 15 de outubro, um pouco em todo o mundo, “com especial incidência” nos países da União Europeia, em que serão analisadas questões como o aprofundamento da democracia e a participação dos cidadãos.

Foi ainda aprovada uma moção de apoio à preservação da Horta Comunitária da Damaia, face à intenção da Câmara Municipal da Amadora de demolir o pavilhão e as plantações que alguns moradores desenvolvem há sete meses no espaço degradado de uma antiga escola primária.

Noutra deliberação, o grupo solidariza-se com o movimento Es.Col.A do Alto da Fontinha Espaço Coletivo Autogestionado, que ocupava a antiga escola da Fontinha, no Porto, cujos elementos foram despejados em maio, no âmbito de uma intervenção policial.

Decidiu igualmente participar no encontro “A Jornada”, que se realiza em Vila de Rei, entre 19 e 21 de agosto.

Os próximos debates da “#acampadacoimbra”, que serão retomados em setembro, visam discutir “o que é a democracia” e a privatização da água de consumo público, incluindo no distrito de Coimbra.

A “#acampadacoimbra” apresenta-se como “espaço totalmente horizontal e onde todos têm a mesma voz e total liberdade de expressão”, aberto à população de Coimbra.

 

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