Sócrates acusa Passos Coelho de fazer acusações “gratuitas” sobre nomeações do Governo

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O secretário-geral do PS afirmou esta segunda-feira (23) que o presidente do PSD fez acusações “gratuitas” e sem sentido ao dizer que estão a ser feitas nomeações para cargos intermédios do Estado e que são ocultadas pelo Governo.

Em Coruche, Pedro Passos Coelho fez a seguinte acusação ao Governo: “Tenho recebido da parte de funcionários públicos denúncias que apontam que o Estado está, nomeadamente o ministério da Justiça, a fazer nomeações para cargos intermédios da administração e ao mesmo tempo a solicitar que essas nomeações não sejam publicadas em Diário da República, a não ser depois do próximo Governo tomar posse”, disse.

Falando aos jornalistas na Guarda, José Sócrates considerou que “essa acusação é não apenas gratuita, como não se percebe o que Pedro Passos Coelho quer fazer, porque o Governo tomou uma deliberação bem expressa no sentido de que não haverá nomeações num período de gestão”.

“O líder do PSD insinua que houve nomeações por parte de diretores gerais que a Imprensa Nacional Casa da Moeda devolve e não as pública – ora, essa foi a orientação que o Governo deu para não haver nenhuma nomeação neste período. Portanto, Passos Coelho parece que nos está a acusar de excesso de rigor e o doutor Pedro Passos Coelho também deveria saber que este Governo não se comporta como os governos do PSD”, reagiu o líder socialista.

Sócrates passou então a apontar que, durante os executivos do PSD, “havia nomeações não apenas de diretores gerais, mas até de membros do Governo em períodos de gestão, ao contrário do atual Governo que é escrupuloso e rigoroso e não faz nenhuma nomeação”.

“As orientações que demos foi justamente para que a Imprensa Nacional Casa da Moeda não publicasse nenhuma nomeação, porque, num período de gestão, impõe-se que essas nomeações esperem pelo próximo executivo. Essas nomeações não estão feitas, pela simples razão que não estão publicadas, precisamente para cumprir a orientação do Governo”, acrescentou.

Após esta justificação, Sócrates disse que Pedro Passos Coelho “está confundido e a pretender confundir os portugueses”. “Mas, afinal, o doutor Passos Coelho acusa-nos de sermos rigorosos – e somos, porque os governos do PSD foram complacentes com este tipo de atuações”, acrescentou.

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