Barbosa de Melo elogia passado mas diz que Coimbra “tem de ir à luta”

Coimbra tem uma história que “muito a orgulha”, mas “é essencial que a cidade se convença que não basta viver desse passado e que tem de ir à luta”, alerta o presidente da câmara, João Paulo Barbosa de Melo.

Vivem-se tempos de “grande competitividade”, mas a cidade está “bem apetrechada para a enfrentar” e João Paulo Barbosa de Melo encara “o futuro com grande otimismo”, pois acredita na “capacidade de luta” da sua terra, sublinhou à Lusa.

“O passado é grande, mas temos de viver o presente e pensar o futuro”. As comemorações dos 900 anos da atribuição, pelos pais de D. Afonso Henriques, de foral a Coimbra “pretendem evocar a história da cidade, mas também contribuir para a melhoria da sua autoestima, tão importante em períodos de crise como o atual”.

Coimbra já não é o único centro universitário do país, reconhece o autarca, mas continua a ser “cidade referência de cultura e conhecimento e não apenas a nível nacional”. Mas “tem de ser maior”, sublinha, acrescentando que, para isso, tem de “olhar para o futuro com mais ambição” e de promover o seu desenvolvimento de forma sustentada, isto é, tem de ser ainda mais atrativa, o que significa, antes de mais, que “tem de criar empresas e oportunidades de emprego”.

“A falência de uma certa economia tradicional” e a crise exigem que “a cidade tenha mais ambição e mais coragem”, o que significa que tem de ser capaz de multiplicar os casos de sucesso que já possui. As empresas de base tecnológica, que se afirmam cada vez mais, demonstram, de resto, sustenta João Paulo Barbosa de Melo, que é possível transformar a economia do concelho.

Bispo de Coimbra crê numa “evolução natural e sociológica”

Também o Bispo de Coimbra, Albino Cleto, está convicto que neste momento, “por uma evolução natural e sociológica”, estão criadas as condições para que Coimbra possa encontrar novas vias para a sua afirmação e desenvolvimento. “Os homens do pensamento estão mais perto do povo. O catedrático não passa impávido. E o povo não é apenas feito de lavadeiras e agricultores”, observa.

Albino Cleto disse à Lusa que se encontra em Coimbra há 13 anos, e que quando chegou perguntou: “onde está a indústria?” A resposta que obteve foi de que Coimbra optara pelos serviços e por ser uma “cidade limpa”. Hoje, crê que esses “males antigos”, de “divórcio entre o pensamento e a cultura e com a indústria” estão ultrapassados, e que Coimbra tem capacidades comparativas que a irão projetar no futuro.

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