Falta de liquidez na banca preocupa Isabel Cardoso
P- Receia que a banca já não empreste os 31 milhões de euros para o PSF da câmara, devido à falta de liquidez?
R- Essa é uma preocupação grande que temos. Mais do que não virem os 31 milhões de euros, receio que possam vir a ser alteradas algumas condições do custo desse dinheiro. Também penso que, eventualmente, (os bancos) poderão não o conseguir desbloquear todo de uma vez, mas por tranches, à medida que forem vendo a evolução dos mercados financeiros. Mas tenho esperança que o dinheiro chegue.
P- E se a evolução for negativa?
R- Vamos ter que acionar o plano “B”, cumprir à risca o PSF do ponto de vista da racionalização dos gastos e tentar ir pagando as dívidas da câmara a um ritmo muito mais lento, a um ritmo possível, para manter o funcionamento dos serviços que prestamos aos munícipes.
P- Se o PSF avançar, a autarquia fica com uma “almofada financeira” de 500 mil euros/ano (durante 12 anos)…
R- É escasso. Só na conservação da rede viária gasta-se imenso dinheiro. Mas vamos ter de aprender a viver com aquilo que temos. O PSF não inclui a alienação de imóveis da câmara. Tudo aquilo que acharmos que o município pode alienar, serão receitas suplementares aos 500 mil euros.
P- O município da Figueira da Foz viveu acima das suas possibilidades, durante os últimos anos?
R- Acho que sim. Aliás, fruto de uma auditoria financeira que nós fizemos, provou-se que já em 2007 o município se encontrava em desequilíbrio financeiro conjuntural.
P- Que solução advoga para as empresas municipais?
R- Se conseguirmos torná-las mais ágeis, mais leves, mais económicas e que persigam fins de utilidade pública, não sou contra a existência de empresas municipais. (Se não for possível), defendo a fusão numa só, com um objeto social mais lato.














