Presidentes das câmaras da Lousã e Miranda do Corvo na AM de Coimbra

Os presidentes das câmaras e assembleias municipais de Lousã e Miranda do Corvo participam hoje na reunião da assembleia municipal (AM) de Coimbra, durante a qual deverá ser aprovado um documento em defesa do Metro Mondego (MM).

Os quatro autarcas “foram convidados e já confirmaram as suas presenças” na reunião extraordinária da AM de Coimbra, a realizar hoje, à tarde, disse o presidente deste órgão, Manuel Lopes Porto, eleito pelo PSD.

A presença dos presidentes das câmaras da Lousã e de Miranda do Corvo, o socialista Fernando Carvalho e a social democrata Fátima Ramos, respetivamente, e dos presidentes das assembleias, Amândio Oliveira Torres e Mário Ricardo Lopes, ambos eleitos pelo PS, visa concertar uma posição sobre o metro comum aos três municípios, acrescentou Manuel Lopes Porto.

Vários elementos da AM de Coimbra estão a preparar um documento sobre o sistema de mobilidade do Mondego (SMM) suscetível de merecer a aprovação unânime deste órgão, disse à Lusa, Ferreira da Silva, membro deste órgão, eleito pelo PS.

Pretende-se que esse documento também seja aprovado, depois, pelas câmaras e AM da Lousã e de Miranda do Corvo, para, então, ser enviado, até dia 19, aos grupos parlamentares com assento na Assembleia da República (AR), adiantou a mesma fonte.

A AR vai debater, no dia 19, uma petição pública, subscrita por mais de oito mil cidadãos, contestando a paralisação e o adiamento das empreitadas do MM. Simultaneamente, apreciará um projeto de resolução, recomendando ao governo a continuidade do empreendimento, revelou, na segunda-feira, o líder do grupo parlamentar do Bloco de Esquerda, José Manuel Pureza.

O executivo municipal de Coimbra (seis eleitos pela coligação PSD/CDS/PPM, quatro PS e um da CDU) afirmou-se, de forma unânime, na sua reunião de segunda-feira, empenhado em cooperar para que seja alcançada uma posição conjunta na AM em defesa do MM, através da aprovação de “um documento que demonstre a importância do projeto para a região e a forma como ele pode ser compatível com a situação económica do país”.

A câmara de Coimbra manifestou-se igualmente disponível para suportar eventuais custos deste processo para demonstrar aos governantes a importância do SMM e o “desaproveitamento do investimento” já feito, como, por exemplo, a publicação paga de textos na comunicação social.

O SMM envolve a criação de um metropolitano ligeiro de superfície na ferrovia da Lousã e em Coimbra.

Na sequência dos trabalhos desenvolvidos, desde janeiro de 2010, no Ramal da Lousã, já foram removidos os carris, estando as populações a ser servidas por autocarros.

2 Comments

  1. Joaquim V. says:

    Gostaria de chamar a vossa atenção para o documento intitulado “Governo garante sistema de mobilidade do Mondego com menores custos”, publicado no dia 10 do corrente mês na página web do governo (acessível em: http://www.portugal.gov.pt/pt/GC18/Governo/Minist….

  2. Matos Dias says:

    Talvez seja útil para quem paga impostos ler o comunicado do Governo que julgo não foi publicado em nenhum jornal…..e verificar que 43% dos custos com pessoal são dos Orgãos Sociais
    "O Projecto do Metro do Mondego, que tem um investimento elevado, da ordem dos 450 M€, apresentará ainda um défice anual previsto de cerca de 20 M€.
    Proveitos 7.9 M€ / Ano
    (Assumindo que a procura e BTM se concretiza)
    Custos 12,1 M€ / Ano
    Saldo -4,2 M€ / Ano
    No entanto, para além destes, há ainda a considerar, pelo menos:
    + Amortização de Material Circulante (30 anos)
    4 M€ /Ano
    + Serviço da Dívida REFER + CP + MM
    20 a 30 M€ / Ano
    Embora se mantenha tegrada na REFER (actualmente, a Metro do Mondego SA tem 12 trabalhadores, dos quais 7 Administradores, 3 Executivos, e 4 não-Executivos, 3 Membros da Assembleia Geral e 1 Fiscal Único), sendo que 43% dos custos com o pessoal se destinam aos membros dos Órgão Sociais)"

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