Para onde caminhamos?

Reconheço que não é fácil responder a esta questão. Mas eu vou tentar fazê-lo das duas formas possíveis: de forma pessimista pois os tempos não estão fáceis. E de forma optimista pois acho que é possível acreditar.

De forma pessimista, é só deixar correr o caudal do que está a acontecer e continuará a acontecer:

Aumento do custo dos bens essenciais. (desde o gás a electricidade); alimentos (e a faltarem no mercado); medicamentos (a encarecerem); os velhos a tornarem-se incómodos, com o Estado a desejar que morram, eles a desejarem morrer. Tem assim chegado a eutanásia social, como é doutra forma a liberalização do aborto.

Reivindicações sociais – Todos sabemos que não é possível pagar mais – com desemprego a alastrar;

– Os coitadinhos que querem tudo menos trabalhar – coitados são excluídos sociais a agitar-se;

– A Saúde a agravar-se por falta de recursos. Ela que tinha a qualidade de qualquer dos países europeus. E para agravar o que está a acontecer, os lugares de poder não são atribuídos por mérito mas por ligações políticas.

– A Economia a afundar-se: dos sábios a pronunciar-se sobre a matéria – desde o governo aos economistas e destes não se excluem os políticos – fica-nos a sensação amarga de que estão desorientados sem qualquer ideia para reverter a situação. Pobres de nós todos!

E a Economia e a Saúde fazem parte integrante do mesmo todo.

É um alçapão que nos espera!

Mas, também podemos tentar ser optimistas. E, dessa forma, se fosse eu a mandar:

– Apelava para o espírito de sacrifício e abnegação do povo português;

– No discurso de posse diria apenas, sem as palhaçadas que nos contemplam, – exige-se lealdade, trabalho, competência; em trabalho e competência ainda podemos transigir, mas o primeiro que for desleal deixa de pertencer aos quadros do Estado (embora tratado com compreensão e tolerância); isto devia estender-se à sociedade civil. Isto é, implantava-se a frontalidade e adquiria-se dignidade. E deixava de ser um Estado impostor e “imposteiro”.

– Todos passavam a trabalhar, senão não recebiam. Há tanto que fazer na agricultura, na indústria, na recuperação de móveis degradados. Todo o trabalho dignifica, e mais dignificado fica quem produz.

– Coitadinhos; só os doentes, as crianças e os velhos do grau III – dependentes física ou intelectual.

– Os presos têm que ganhar o seu sustento; têm mais que qualquer outro, trabalhar, dentro das suas ou novas aptidões. Não se pode ficar de braços cruzados, como indiferentes, à espera de que surja um milagre.

Se todos fizerem a sua parte, contribuindo para a melhoria do estado de coisas a que chegámos, definitivamente a visão futuro será menos pessimista.

3 Comments

  1. pedro carvalho says:

    Caminhamos para um abismo…Essa e que e. Nao e de admirar, foi a propria ambicao do Homem (ganancia) que tracou esta rota durante centenas de anos…
    Na minha opiniao, nao pondo de parte a minha ignorancia, por ser jovem como sou mas creio que a solucao sera uma guerra mundial…para destruir e tornar a construir…assim se levantaria uma nova economia, se daria uma quantidade infinita de postos de emprego, se faria um novo mundo bla bla…tema para horas de conversa…Nem os peritos chegariam a uma conclusao do que o Homem fez a este mundo. Inventou-se o dinheiro (fonte de todos os problemas e factos), comecou entao um verdadeiro "jogo" social onde nao e so a inteligencia e forca que vence..Como e no reino animal…

  2. pedro carvalho says:

    O Homem comecou a ser falso, usa artimanhas, corrompe, falsifica, burla, manipula os mais fracos (que quanto a mim nao sao fracos, mas sim talvez demasiado humildes) faz tudo para que possa ser melhor e mais rico que o proximo. Vivemos num mundo completamente desmesurado, onde existe uma enorme distancia entre riqueza e pobreza, ao qual nem chego a perceber o porque de tal, quando o proprio dinheiro e fabricado pelo Homem. Mas na mente humana o que importa e fazer da vida um complexo jogo de sobrevivencia…Nunca compreenderemos se esta na nossa natureza viver deste modo assim, ou se haveria alguma outra alternativa. O que nao se admite e haver gente a ganhar rios de dinheiro e alguns nem tao pouco contribuem directamente para a evolucao do pais, e pessoas que trabalham diariamente, praticamente vivem uma vida inteira a trabalhar, privam-se dos seus hobbies, das suas familias, para receberem uma misera que mal da para sobreviver…

  3. pedro carvalho says:

    O que me satisfaz no meio disto tudo e me devolve a esperança de viver satisfeito, e que no final da "historia" voltamos todos pa nossa origem..Ou seja, p'ro nada…Valemos todos o mesmo..zero. Deus criou um mundo perfeito, mas deu demasiada inteligencia ao homem, e vejam agora no que o mundo se transformou..Resume-se numa palavra. Congestionado – em todos os aspectos..Estudei em tempos sobre a 1ª, 2ª guerra mundial, a depressao economica dos anos 20/30, e na altura nao lhe dei o devido valor, mas agora compreendo que isto da vida sera mesmo um ciclo, e quem sabe se nao tornaremos a presenciar esses acontecimentos..Para solucionar este maldito caminho.

Leave a Reply

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

*

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.