Onde estamos

Num país descrente porque não confia nos governantes nem nos políticos. Não confiando nos políticos, descrê da justiça.

Tanto assim é, que numa escala classificativa decrescente ordenam-se os bombeiros, os enfermeiros, os médicos… e nos últimos lugares, a justiça e os políticos.

Como podemos acreditar nos políticos, se na Assembleia da República dão aquele espectáculo deprimente de contraditório! Não há uma verdade, a verdade está inquinada pela ideologia, pela partidarice. A verdade e as causas da verdade devem ser aceites com frontalidade e assumidas sem dispersões e fugas. Só assim é que é possível diagnosticar a doença de que o país sofre, para se encontrar a cura e encontrar-se o caminho da esperança.

– Mandam produzir mais. De quê?

– Se a indústria não existe, dá prejuízo, ou está falida. Mas como se isso não bastasse, exportar para onde? Quem consome?

– Se a agricultura está arruinada ou não existe?

De que vamos viver? E se por falta de dinheiro, ou por qualquer outra razão, nem que seja para nos vergar, não chegam cá os alimentos… nem os medicamentos?

Onde ficamos? Quantos sobreviremos? Como matar a fome?

Balfour, primeiro-ministro francês, da presidência de Chirac, mandou proceder ao diagnóstico da situação de França de então. E o diagnóstico resume-se em duas conclusões:

– A indústria está envelhecida. Mas a nossa não existe.

– Temos sorte, temos boa agricultura. Mas a nossa está destruída!

Senhores políticos, senhores governantes!

Falem verdade. Deixem de ser impostores e “imposteiros”.

Vamos unir-nos. Portugal precisa de todos; até os indigentes têm que trabalhar!

Mas há que confiar. Não se pode trair a confiança.

Nem o podemos consentir!

650.000 (seiscentos e cinquenta mil) desempregados!

Não há emprego a gosto. Mas há trabalho para todos.

Nisto é que se vê a qualidade de quem manda!

E merece mandar!

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