Nem golos nem adeptos

Foto de Carlos Jorge Monteiro

Se, antes do jogo, empatar em casa com o Paços de Ferreira poderia saber a pouco, no fim dos 90 minutos, José Guilherme deve ter suspirado de alívio.

A Académica ainda não está recuperada das duas goleadas e terminou a 1.ª volta com 19 pontos, no 10 lugar, depois de um início de campeonato que prometia voltar a trazer adeptos ao estádio.

Quanto a esses, é aos domingos à tarde que os conimbricenses mais gostam de ir à bola. No entanto, nem o treinador novo, nem os bilhetes baratos, nem o facto de a Académica já não jogar em Coimbra há mais de um mês foram aliciantes suficientes para levar mais gente ao Estádio Cidade de Coimbra. Começa a ser caso para investigação digna de um episódio de CSI perceber o que continua a afastar os adeptos do futebol em Coimbra. Foi a pior assistência em casa para um jogo do campeonato esta época.

Foi um jogo de muitos nervos. Muito à medida de uma primeira vez, como era o caso, para o treinador da Académica. A Briosa entrou mal e até parecia estar a jogar fora de casa, tal era o domínio concedido ao Paços de Ferreira. Pizzi, por duas vezes, logo nos primeiros minutos, podia ter feito o golo. Na primeira, logo aos 6’, ficam culpas para Pedrinho, que denotou falta de ritmo, numa época em que tem sido poucas vezes utilizado.

A resposta da Académica veio dos pés de Diogo Valente, de “livre”, aos 12 minutos, com o poste direito da baliza de Cássio a ter de se encolher para não levar um “tiro”.Depois de duas goleadas e 10 golos sofridos, era de esperar que a resposta da equipa fosse fulgorosa, para mostrar atitude ao novo técnico, mas parece que o tempo daquela Académica que até vencia na Luz e que não dava hipóteses a V. Guimarães e Nacional, por exemplo, vai demorar a voltar.

Depois do intervalo, a Académica entrou melhor, mas Peiser também teve muito trabalho. Aos 71’, um remate certeiro de Leonel Olímpio só não deu em golo porque o francês cresceu 10 centímetros para chegar à bola.

Só de livre a Académica voltou a ter oportunidade de marcar e já perto do final, mas Hugo Morais rematou sem perigo.

Já nos “descontos”, Hugo Morais viu o amarelo e fica de fora para o jogo com o Benfica.

Muito nervo para

José Guilherme

Nem chegou a aquecer o “banco”. José Guilherme passou o jogo de pé, a incentivar os jogadores, dar indicações e a acompanhar as jogadas. Não foi a estreia que teria imaginado e, por isso, esgotou as substituições antes de o seu adversário sequer mexer na equipa.

Sem Nuno Coelho e Orlando, arriscou ao colocar Pape Sow e Sissoko no “onze”, mas, para já, até pode dizer que as experiências correram bem. Nas bancadas, também não teve a melhor receção, mas nos próximos dias vai ter oportunidade de mostrar trabalho.

2 Comments

  1. Bilhetes baratos??? 20 e 25 euros é barato?

  2. António Miguel Costa says:

    Julgavam que bastava colarem-se ao FCP para ter sucesso!? Cheguei a assitir a épocas em que a nossa briosa tinha média de mais de 7 000 adeptos no campeonato. A tendência seria a melhorar porque a Académica de Coimbra é um "poço por explorar", tal a simpatia hegemónica que se sente pelo país, tal o potencial de crescimento, numa cidade que até gosta de futebol e gosta de futebol (e até havia o União de Coimbra com quem gostava de rivalizar e também "desapareceu"), … O potencial é combatido por dirigentes miseráveis, com falta de senbilidade de cativar o povinho, os jovens, os milhares de estudantes!… Até num ano em que a equipa é bem razoável, não tem público!!!!!!!

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