Mãe de Renato Seabra remeteu-se ao silêncio à chegada a Nova Iorque

A mãe do jovem modelo português Renato Seabra, suspeito do homicídio do colunista Carlos Castro em Nova Iorque, remeteu-se ao silêncio à chegada à cidade norte-americana.

Depois de desembarcar do voo proveniente de Lisboa, Odília Pereirinha atravessou os serviços de imigração do Aeroporto de Newark, arredores de Nova Iorque, perto das 16H00 (21H00 de Lisboa), onde foi recebida por dois amigos, que a escoltaram até uma viatura.

Visivelmente emocionada, a mãe de Renato Seabra manteve-se em silêncio durante todo o trajeto, e às perguntas dos jornalistas um dos amigos pedia que se afastassem, repetindo que todas as informações seriam prestadas pelo Consulado de Nova Iorque.

Familiares de Seabra, incluindo a mãe, afirmaram nas últimas horas que o jovem estava em trabalho em Nova Iorque, era heterossexual e não estava numa relação amorosa com o colunista social.

“O meu filho não era namorado do Carlos Castro. Ele, desde o primeiro instante, nunca escondeu a sexualidade dele, que é heterossexual”, disse Pereirinha à TVI, antes da partida para os Estados Unidos.

Os dois ter-se-ão conhecido através do Facebook e a amizade entre ambos chegou ao ponto em que “Renato viu [em Carlos Castro] o pai que nunca teve”, adiantou.

Fonte da Embaixada em Washington disse à Lusa que a mãe do jovem português, que continua retido em observação psiquiátrica num hospital da zona leste de Manhattan, deverá avistar-se na segunda feira com o chanceler do Consulado em Nova Iorque, António Pinheiro.

“A intenção dela é ver o filho o mais rápido possível”, adiantou.

O gabinete de medicina legal de Nova Iorque anunciou hoje que a morte do colunista social português Carlos Castro foi causada por agressões violentas na cabeça e estrangulamento.

Ellen Borakove, porta-voz da instituição, disse que o relatório do médico legista aponta “lesões causadas por impacto violento” e “compressão no pescoço” como causas da morte de Castro, na sexta-feira, num hotel de luxo em Nova Iorque.

Segundo a mesma fonte, todas as outras informações relativas à morte de Castro, nomeadamente a hora a que morreu e se o corpo apresentava sinais de mutilação, serão prestadas apenas à Polícia.

O jovem permanecia sob custódia policial cerca das 18H00 de Nova Iorque (23H00 de Lisboa), e não foi acusado do homicídio, segundo soube a Lusa junto da Polícia de Nova Iorque.

Pouco antes da polícia ser chamada ao Hotel Intercontinental sexta-feira e descobrir o corpo, Seabra foi visto a sair do local e mesmo interpelado por duas testemunhas, que tentavam contactar o colunista social a partir da receção.

Citando fontes policiais nova-iorquinas, o tabloide Daily News relata hoje que Seabra se dirigiu depois ao Roosevelt Hospital para ser tratado a cortes nas mãos e cara, contrariando a informação inicial de que teria tentado cortar os pulsos.

O taxista que levou Seabra até ao hospital, que o contactou a polícia depois de ver uma fotografia do suspeito no noticiário, descreveu o jovem modelo como “agitado”.

One Comment

  1. Será que os amigos que receberam a Sra. não seriam pessoal do consulado ou da embaixada? É o que dizem todos os orgãos de informação (excepto a Lusa). Mais vale prevenir e dizer que são desconhecidos (até porque se não houve declarações, como saber quem são) do que propalar calinadas.

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