Confiança é “a maior exigência”, segundo Adriano Moreira

A restauração do valor da confiança na relação do Estado com a sociedade civil continua a ser a maior exigência dos dias de hoje. Uma exigência imperativa num país em que esse valor está “gravemente empobrecido”. Só desta forma, segundo Adriano Moreira, será possível “mobilizar as vontades dos cidadãos para que não se agravem nem as carências nem os temores”.

O presidente da Academia das Ciências falou no globalismo económico como um fator que levou a civilização ocidental -– e Portugal em particular –, a deixar de pensar no valor das coisas. Com a crise atual é necessário recuperar “o valor” e reconstituir o conceito estratégico de reserva alimentar, em terra e mar.

Adriano Moreira intervinha ontem na sessão comemorativa do XVIII aniversário do Instituto Superior Bissaya Barreto, que decorreu no Auditório do Campus do Conhecimento e da Cidadania.

Uma iniciativa que serviu para refletir sobre o futuro do ISBB que, para a diretora do instituto, Luísa Veiga, requer que todos continuem a “apurar a consciência em relação a alguns fatores determinantes de mudanças e das problemáticas que lhe estão associadas”.

Aos estudantes que ontem receberam as respetivas Cartas de Curso, disse que a participação é indispensável, mas lembrou que as contestações têm que deixar perceber objetivos decifráveis: “a razão e o bom senso são o que temos de melhor e mais fiável para atingirmos os nossos fins”.

Foi o que fez a presidente interina da Associação de Estudantes. Na sua intervenção, Ana Andrade questionou a falta de salas de aula abertas até tarde para os alunos estudarem e quis ainda saber o que é feito da nobre “Tuna Real Fortuna”. Depois de reivindicar, deixou claro que os jovens não devem ter medo de falar “com qualquer receio de retaliação futura…”

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