Cegueira a Metro

Este processo do Metro Mondego caracteriza em grande medida o estado letárgico a que chegou Coimbra.

É um processo que se arrasta há demasiado tempo sem que ninguém tenha tido poder e influência para impor a respectiva execução e conclusão. Coimbra não tem força nacional para o efeito, conclui-se.

É um processo que diz muito respeito às populações de Miranda do Corvo e da Lousã é certo, porém deveria ser, sobretudo, interpretado como o projecto que permitiria uma revolução na mobilidade urbana da cidade de Coimbra. A falta de empenhamento, nos últimos anos dos responsáveis autárquicos de Coimbra – ao contrário dos seus vizinhos – hipotecou de vez esta ambição de mudar a cara à cidade.

É um processo que não está integrado com um plano estratégico para a cidade e região. Não existe um verdadeiro horizonte de desenvolvimento para Coimbra. Aqui parece que o acaso trata de tudo. Ora, vezes de mais o acaso não aparece.

Onde não há estratégia não há planificação; onde não há programação não podem existir resultados. É simples. Coimbra não percebe a importância do que está a perder, porque ainda não compreendeu onde pode e quer ganhar.

Finalmente, é muito curioso observar e distinguir as distintas motivações em alguns dos actores que, agora, se associam ao processo. Uns estão por puro oportunismo político, vendo nisto a bandeira mediática para diferentes vôos; outros jogam a respectiva sobrevivência e há, ainda, quem queira fazer o acerto de contas com o passado.

E, enquanto assim for!..

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