Bispo de Coimbra apela à caridade desinteressada

O bispo de Coimbra lembrou ontem aos órgãos Sociais da Santa Casa da Misericórdia de Coimbra que a caridade não deve ser um caminho para “ocupar lugares importantes nem preparar outro lugar de craveira na sociedade humana”.

E apelou a tomarem consciência do critério de Cristo: “amar o próximo desinteressadamente”.

D. Albino Cleto presidia à cerimónia que deu posse aos órgãos sociais da Irmandade, cujo provedor é, desde ontem, o professor jubilado da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, Armando Lopes Porto.

“Passo, a partir de hoje, a cumprir aquilo que é, no dia-a-dia, a realização dos objetivos nobres desta instituição”, disse o empossado.

“Confesso que, com a aposentação, fiquei instalado num doce comodismo, contrariado agora com a missão de participar nas obras de beneficência desta misericórdia”, disse ainda. E fá-lo-á, adiantou, “numa época em que alastra a pobreza material, a par com a debilidade espiritual”.

Ideia partilhada pelo bispo de Coimbra que salientou a importância da caridade numa cidade onde, tantas vezes, “vivemos ao lado de quem sofre sem o sabermos”. Por isso, pediu aos novos órgãos sociais “humildade, discrição e um caráter inventivo que encontre respostas oportunas”.

Novos órgãos sociais

O médico, especialista em Medicina Interna e Gastrenterologia, foi escolhido para gerir os destinos da instituição até 2013.

Os restantes corpos sociais – que também tomaram posse são: José Carlos Seabra Pereira (presidente da mesa da assembleia geral), Alfredo Rodrigues Bastos, Miguel Pignatelli Queirós, Henrique Vilaça Ramos, Manuel Ferro e Pedro Alcoforado.

Da mesa administrativa fazem parte, além de Armando Lopes Porto, Américo Alves Petim, António Monteiro Saltão, Augusto Manuel Veiga de Miranda, Carlos Amado Figueiredo Nunes, José Faria Lourenço, José Manuel de Sousa Vieira, António Cabral Oliveira, António Maria Azeredo, Maria José Azevedo Santos e Maria José Castanheira Neves.

Rui Lopes Baptista, Carlos Guerreiro de Moura, José Paulo Cavalheiro, Mário Alberto Morais, Manuel Jesus Sousa e Maria Teresa Sá Pereira do Lago integram o Definitório (conselho fiscal).

Depois do falecimento do anterior provedor, Aníbal Pinto de Castro, a 7 de outubro de 2010, uma lista única apresentou-se a sufrágio no passado dia 25 de novembro.

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