Um Natal Diferente

Em Portugal, assim como noutros países europeus, este será um natal com mais restrições orçamentais e com menos disponibilidade para o consumo. Isso é negativo. Mau para a economia em geral e péssimo para o estado de espírito colectivo. Por seu turno, noutras geografias, o Natal avizinha-se bem distinto, apesar da dita globalização e da crise mundial…

No Brasil, por exemplo, os indicadores demonstram que nesta época se verificará o maior consumo de sempre: um aumento de 12,2% por comparação com 2009! Impressionante.

O ambiente de generalizado optimismo, que se sente por todo o lado – e é confirmado pelo IBOPE como o melhor dos últimos 10 anos – tem favorecido o aumento do consumo, o investimento externo e as exportações. Nos últimos 7 anos foram criados 14 milhões de novos empregos. Esta média de 2 milhões ao ano tem alavancado a economia e confirmado um novo modelo social menos díspar, apesar de tudo. Prova disso é o facto – inacreditável há uns anos – do consumo da classe C ter sido o que mais cresceu nos últimos oito anos. Uma pesquisa do Instituto Data Popular demonstra que, entre 2002 e 2010, o consumo da nova classe média brasileira cresceu 6,77 vezes. Por comparação, no mesmo período, os gastos das classes A e B cresceram apenas 3,09 vezes e o consumo da base da pirâmide (classes D e E) cresceu 4,24 vezes. Elucidativo! Ficamos a saber que existem políticas económicas e fiscais diferentes das recessivas e castradoras europeias. Afinal, se o Natal é quando um Homem quer, de que estão os líderes europeus à espera?

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