Trabalhadores dos Estaleiros Naval do Mondego preocupados com futuro

Os trabalhadores dos Estaleiros Navais do Mondego (ENM), Figueira da Foz, reuniram-se hoje em plenário e mostram-se preocupados com o futuro da empresa de construção naval devido à redução do fluxo de encomendas, disse fonte sindical.

“Há uma redução do fluxo de trabalho que começa a ser preocupante. Houve uma expansão em 2008, em 2009 dificuldades acrescidas [em conseguir encomendas] e em 2010 uma redução”, disse o coordenador da União de Sindicatos de Coimbra, António Moreira.

Acrescentou, no entanto, que a administração dos ENM, um grupo empresarial espanhol – que a agência Lusa tentou contactar, sem sucesso – tem em negociação um contrato “que poderá garantir um ano a ano e meio de trabalho”.

“Mas nada está ainda decidido porque está dependente da banca. E as dificuldades não são só portuguesas, eles [a administração] têm um estaleiro em Vigo [Espanha] e também sentem dificuldades”, frisou António Moreira.

Atualmente, os ENM estão a fazer a manutenção de uma “pequena embarcação”, insuficiente, disse o sindicalista, para as necessidades dos estaleiros.

“Para vingarem têm de construir, não podem estar dependentes só da manutenção [de embarcações]”, sublinhou.

Preocupados com o futuro da empresa – fundada em 1944 e situada na margem esquerda do Mondego, junto à foz – os cerca de 60 trabalhadores decidiram reunir-se novamente em janeiro, “para avaliar o que vai acontecer”, declarou António Moreira.

Leave a Reply

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

*