Presentes envenenados

O (ainda) Presidente da Câmara de Coimbra, Carlos Encarnação, decidiu esta semana anunciar o abandono do cargo até final do ano. Supresa? Nenhuma!

Há muito que era conhecido o cansaço, o desinteresse e a desmotivação do autarca nas respectivas funções, aliás bem evidente na perda absoluta de dinamismo, de centralidade e de relevância política-económica de Coimbra no últimos anos. Se a saída de Encarnação não tem estória, já a sua substituição fará correr rios de tinta, porquanto é evidente a impreparação (política, entenda-se) para o cargo de quem lhe sucede. Primeiro presente envenenado. Encarnação (político experiente) conseguiu condicionar assim um debate que inelutavelmente se abriria no seio do PSD, sobretudo antecipando o timing da decisão e os protagonistas. Segundo presente envenenado. Mas esse é um tema que o PSD cuidará de tratar…à sua boa maneira!

Por outro lado, o maior partido da oposição (PS) tem-se embrulhado nos últimos anos em aventureirismos disparatados e lideranças desacreditadas não conseguindo nunca apresentar-se como solução reconhecida.

Tem agora, mais do que nunca, a responsabilidade de saber organizar-se e de apresentar uma proposta de valor à cidade. Pode – se souber! – usufruir dos presentes envenenados de Encarnação. Para isso, depende basicamente do seguinte: não repetir os erros nem os protagonistas passados; buscar soluções programáticas arrojadas e inovadoras; procurar rostos fora de portas. Haja coragem!

Voltaremos ao tema…sem veneno!

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