Orçamento da Câmara de Coimbra sofre corte de 10 milhões

O Orçamento e as Grandes Opções do Plano da Câmara de Coimbra para 2011 ascendem a 139 milhões de euros, o que representa uma diminuição de 10 milhões de euros relativamente a 2010, foi hoje (16) anunciado.

Em nota de imprensa, o vice-presidente da autarquia, João Paulo Barbosa de Melo, diz que a proposta reflete a “conjuntura global envolvente”, as “graves dificuldades económicas e financeira, as mais profundas e duradouras dos últimos 25 anos” em Portugal.

“A redução da despesa é conseguida através de um esforço generalizado nas diferentes áreas de intervenção da Câmara, tendo o cuidado de não pôr em causa alguns projetos essenciais para Coimbra e sua região envolvente”, afirma o autarca, que a partir de segunda-feira, dia 20, deverá passar a ocupar o cargo de presidente, pela renúncia do atual titular, Carlos Encarnação.

Realça que isso é conseguido mesmo tendo em conta que “as receitas municipais provenientes da Administração Central se contraem em mais de 18 por cento”.

Segundo João Paulo Barbosa de Melo, no Orçamento e nas Grandes Opções do Plano para 2011 “incrementa-se o investimento municipal em projetos estratégicos comparticipados por fundos nacionais ou comunitários”, nomeadamente no Centro de Convenções do Convento de S. Francisco, no parque tecnológico Coimbra I-Parque e nos novos centros escolares.

Acrescenta que ao longo do ano será aumentado o esforço de modernização da máquina burocrática da Câmara, com “redução significativa da despesa com pessoal da autarquia e com diminuição significativa das restantes despesas de funcionamento, prosseguindo a política de rigor executada em 2010”.

Num ano “de potencial agudização da crise social, consolidar-se-á o atual comprometimento da Câmara Municipal com o apoio às situações de maior carência, apoiando as famílias, a habitação, as refeições escolares e o suporte à rede social do município”, acentua.

O previsível novo presidente da Câmara de Coimbra refere ainda que “mantêm-se os elevados níveis de esforço do passado recente no apoio às juntas de Freguesia”, e que no âmbito desportivo cultural e social “será feito um significativo esforço para reduzir o menos possível os apoios municipais, quer às próprias instituições, quer à realização de eventos relevantes para Coimbra e região”.

Segundo o vice-presidente da autarquia, “as medidas representam o equilíbrio possível entre o conjunto de projetos que o Executivo tem para o município e as limitadas possibilidades financeiras que o tempo presente nos apresenta”.

O autarca frisa que será feito “um rigoroso e atento controlo da execução orçamental, evitando desvios que possam comprometer a saúde futura das finanças autárquicas de Coimbra”.

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