“Operação Alma” fiscaliza pesca ilegal no rio Mondego

A GNR da Figueira da Foz iniciou esta manhã uma operação especial de fiscalização e remoção de redes ilegais na apanha do meixão no Rio Mondego, disse à Lusa o comandante da unidade responsável.

A operação, designada como “Operação Alma”, começou às 07:00 e está a ser realizada pelo Destacamento da Unidade de Controlo Costeiro da Guarda Nacional Republicana (GNR) da Figueira da Foz.

O comandante daquele destacamento, major Jorge Caseiro, explicou à agência Lusa que a GNR envolveu na operação mais de 30 militares, embarcações e viaturas, e que “vai decorrer durante todo o dia de hoje desde a foz do Rio Mondego até Pereira do Campo”.

A GNR “pretende fazer o levantamento de todas as redes dedicadas à pesca ilegal do meixão”, com o objetivo de “preservar as espécies e manter a biodiversidade no rio Mondego”, precisou o major.

A apanha de meixão é uma “actividade altamente predadora, altamente destruidora, uma pesca de criminalidade industrial” e que movimenta muito dinheiro ilegal, adiantou o comandante da GNR, acrescentando que cada quilo de meixão que é levado clandestinamente para Espanha custa entre 380 e 500 euros.

Até às 09:30, os militares da guarda já “levantaram seis redes ilegais” com dezenas de quilos de pescado preso – como linguado acabado de nascer e a medir um centímetro e meio, camarão, meixão e outras espécies que habitam nestas águas -, tendo-o “devolvido de imediato ao rio”, disse.

As redes depois de levantadas são enviadas para destruição por incineração ou seguem para um aterro sanitário, concluiu o major, reforçando ainda a “necessidade destas operações para manter a navegabilidade no rio Mondego.

2 Comments

  1. M. ferreira says:

    Esta medida é de aplaudir e espero que as autoridades competentes castiguem os donos das redes, e que façam o mesmo em todos os rios onde se pratica esta monstruasidade.saliento tambem que no alqueidão junto a bombagem existem montes de redes que nem o rio está navegavel com tanto ferro e estacas.

  2. Mário Pinhão says:

    É pena que esta medida não seja estendida a todos os rios do território. Em Vila do Conde só a Guarda Marítima e restantes autoridades com superintendência neste assunto fazem que não vêem.

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