Metro só se for mesmo com rodas

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O PS local foi a Lisboa reafirmar a pressão para que o projeto do metro não fique pelo caminho. A reunião, com o ministro e o secretário de Estado com a tutela dos transportes, aconteceu na sede nacional do PS, no Largo do Rato. O resultado foi desolador: não há dinheiro para levar a obra até ao fim.

António Mendonça e Correia da Fonseca explicaram que as regras do PEC e a situação que vivem a CP e a Refer proíbem qualquer endividamento compatível com os milhões em falta. E sugeriram que fossem as câmaras a recorrer à banca – o que, claro está, foi liminarmente recusado.

Com Mário Ruivo, líder distrital, à frente, a comitiva incluiu os presidentes da Câmara da Lousã (Fernando Carvalho) e das três concelhias – Coimbra (Carlos Cidade), Lousã (Luís Antunes) e Miranda (Miguel Batista), para além do ex-presidente da Metro (Maia Seco).

Ao DIÁRIO AS BEIRAS, Mário Ruivo confirmou a reunião, mas pouco mais disse. A não ser que o Governo “confirma que o projeto de mobilidade rápida Coimbra-Lousã é uma prioridade e que nenhuma decisão foi tomada para que seja parado”. E, claro, que os condicionalismos orçamentais exigem uma redifinição do financiamento da obra.

Para isso, há estudos em curso e alternativas em análise. “Até ao fim do ano, será decidida e tornada pública uma solução que seja exequível e que permita deixar rapidamente de utilizar os transportes alternativos”.

Aqui, o PS/Coimbra bem tentou “vender” a tese do faseamento da obra. E Maia Seco voltou à ideia das carruagens alugadas ao Porto. E todos, sem exceção, lembram a dimensão política do problema: há promessas em jogo (incluindo a que, alegadamente, o próprio Sócrates terá feito a Fernando Carvalho para o convencer a recandidatar-se). E há, acima de tudo, toda uma população defraudada.

Não há dinheiro. Por isso, tudo conflui para a solução mais barata – a dos autocarros com feitio de carruagens, mas que circulam sobre rodas, no canal do antigo comboio. Só que, na cidade, ninguém os vai querer. Os SMTUC já fazem o serviço.

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