Hospitais cedem doentes para investigação no IBILI

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“Transportar o conhecimento, resultante da investigação, para a cabeceira da cama do doente”, como disse o diretor dos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC), Fernando Regateiro, é o objetivo de uma parceria estabelecida ontem com a Associação Nacional de Imagiologia Funcional Cerebral (ANIFC).

Investigação clínica

Estudos feitos no Instituto Biomédico de Investigação da Luz e Imagem (IBILI –Departamento da Faculdade de Medicina da UC), localizado mesmo ao lado do hospital, vão permitir encontrar novas formas de diagnóstico para doenças complicadas.

Os pacientes do hospital serão avaliados por especialistas e investigadores através de equipamento tecnologicamente desenvolvido no IBILI. O tratamento científico dos dados permitirá novas técnicas que serão diretamente aplicadas – ao longo dos próximos três anos _ aos mesmos, ou a outros doentes.

A investigação de imagiologia, muito baseada em ressonância magnética, está centrada no cérebro, mas também no coração e em órgãos do metabolismo, para tratamento, por exemplo, da diabetes. Há já um trabalho em progressão realizado pelos investigadores da ANIFC (de cinco universidades portuguesas) dirigido aos doentes de Alzheimer ou outras doenças neurodegenerativas, adiantou o responsável da associação e presidente do IBILI, Miguel Castelo Branco.

Milhões de investimento

O equipamento adquirido pelo IBILI, a que se junta um recente financiamento através do QREN, de 4,5 milhões de euros, permite, através de espetroscopia, detetar perdas de neurónios no cérebro do paciente ou alterações nos neurotransmissores.

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