Empresa Resicorreia destruída pelo tornado na Sertã (com fotos)

Imagens cedidas pela Rádio Condestável

Uma fábrica de recolha e gestão de resíduos, a Resicorreia, foi destruída pelo tornado que esta terça-feira passou pela Sertã, sendo “o prejuízo mais grave”, disse à Lusa o presidente da Câmara, José Farinha Nunes.

A unidade industrial é local de romaria desde as primeiras horas da manhã com dezenas de pessoas a quererem ver a amálgama de materiais contorcidos em que se transformaram os pavilhões da empresa.

Debaixo dos materiais há veículos pesados e contentores.

De um lado e outro do espaço, as árvores caídas marcam o caminho percorrido pelo tornado.

Membros da administração da fábrica estiveram no local durante a manhã, mas abordados reservaram comentários para mais tarde: “o cenário fala por si, é desolador”, referiu um dos elementos.

“É um cenário dantesco, um amontoado de ferros e chapas. É o prejuízo mais avultado que temos no concelho”, disse à o presidente da Câmara da Sertã, José Farinha Nunes.

O tornado passou por três freguesias das 14 freguesias do concelho: Palhais, Sertã (sede de concelho) e Troviscal.

“Há dezenas de moradias sem telhado, com portas e janelas arrancadas, muros destruídos e árvores caídas por todo o lado”, sublinhou o autarca.

No terreno, é possível seguir o percurso do tornado pelo rasto de árvores caídas e sujidade que deixou para trás.

“Felizmente não houve feridos, mas há vários desalojados”, destacou José Farinha Nunes, “mas só três pessoas precisaram de ser abrigadas nos Bombeiros Voluntários de Cernache do Bonjardim”.

Todos os restantes casos, em número ainda por calcular, foram salvaguardados com o apoio das famílias ou vizinhos.

Entre os desalojados há dois invisuais, em Palhais e Troviscal, assim como “algumas pessoas doentes, mas que estão a ser acompanhadas”.

A Câmara da Sertã ainda não tem ideia dos prejuízos, uma vez que “há pessoal no terreno a fazer essa avaliação”.

O fornecimento de energia elétrica está praticamente normalizado em todo o concelho, “pois a EDP foi muito eficiente, e nas telecomunicações está quase tudo resolvido também”, sublinhou.

As estruturas e espaço públicos escaparam à violência do tornado, mas, seja como for, o autarca prepara-se para pedir ajuda ao ministro da Administração Interna, Rui Pereira, que hoje vai visitar o concelho.

“Sem ajuda, o concelho da Sertã ficava numa situação péssima. Existe a crise que se sabe no país e no concelho também”, destacou.

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