Em defesa da Escola Secundária Bernardino Machado!

Que a educação está transformada num grande negócio vamos todos percebendo…

Que as obras de requalificação das escolas secundárias vieram criar um grande negócio para a empresa Parque Escolar E.P.E também…

Que são meia dúzia de gabinetes de arquitectura que ficaram com os projectos…

Que as obras chorudas ficaram nas mãos de grandes empresas de construção civil adjudicadas directamente sem concurso público também…

Que o Ministério de Educação vai atirar janela fora dinheiros públicos para pagar rendas à Parque Escolar que gere as escolas públicas…

Que em muitas escolas intervencionadas os professores, funcionários e estudantes gelam de frio, porque não podem ligar o aquecimento, caso contrário o quadro eléctrico rebenta…

Que não são claros os critérios de prioridade para intervenção nas escolas para além da rapidez em aceitar o contrato de autonomia sem levantar grandes ondas…

Que o Governo decidiu encerrar centenas de escolas e concentrar outras sem passar cartucho a ninguém (inclusive à comunidade educativa das próprias escolas e autarquias) para poupar à custa da qualidade…

Que o Governo lava as mãos da sua responsabilidade e privatiza a gestão das escolas na Parque Escolar, mandando às urtigas a existência de serviços públicos de qualidade nas escolas (bares, cantinas, reprografias, papelarias) começa a ficar clarinho como a água.

Só assim se compreende que se use como moeda de troca para a intervenção da Parque Escolar na Escola Secundária Bernardino Machado, na Figueira da Foz, a destruição dos cursos profissionais nesta escola.

Só assim se compreende que se imponha uma decisão à direcção da escola sem o Governo se dignar a responder a cartas que solicitam desde há meses mais esclarecimentos.

Só assim se compreende que não se tenha em conta as preocupações e sugestões da comunidade escolar.

Só assim se compreende que se pretenda destruir as valências de ensino profissional e tecnológico de qualidade desta escola centenária, com oficinas e professores altamente qualificados e reconhecidos pelo trabalho desenvolvido.

O futuro dirá que interesses se escondem por trás deste ultimato. Até lá, podem contar com a resistência de professores, funcionários, estudantes, pais, população e todos aqueles que defendem a escola pública de qualidade.

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