… E escolheu ficar ao lado dos seus munícipes

Fui a Góis inaugurar os Paços do Concelho, a convite da Presidente Maria de Lurdes Castanheira. Iniciado o projecto pelo anterior Presidente, José Girão Vitorino, entretanto falecido, foi agora concluído e representa uma viragem no ambiente e condições de trabalho e, sobretudo, uma qualificação notável dos serviços prestados aos munícipes.

Foi um investimento feito no património existente, unindo num só espaço todos os serviços e procurando rendibilizar ao máximo os recursos existentes. A aplicação de 800 000 euros foi realizada por etapas e ao ritmo das possibilidades do município preservando sempre a sua boa saúde financeira.

Neste contexto, a autarquia pode ter estratégia própria, seja em recursos humanos ou capacidade de investimento e recurso à banca. O OE de 2011 contém medidas que beneficiam as autarquias com boa gestão e saúde financeira e permite, portanto, agir desta forma.

Os discursos foram sempre virados para o futuro enunciando os investimentos realizados, em curso ou já projectados e calendarizados e dominaram as intervenções transmitindo uma ideia de vitalidade e um clima de confiança.

Foi neste ambiente que introduzi dados de final de ano com origem em instâncias e entidades europeias que, AGORA, estão em linha com as perspectivas e previsões do Governo. Referi, nomeadamente, o facto de o crescimento ser quatro vezes superior às previsões da Comissão Europeia, tal como as exportações que triplicaram as expectativas anunciadas pela mesma fonte.

Do mesmo modo, o reconhecimento de que Portugal e Japão foram os países que assumiram medidas mais eficazes em matéria de segurança social e consolidação orçamental, o crescimento das encomendas à indústria em 12,5% (o maior desde Setembro de 2008), a diminuição do défice comercial para níveis de 2004 ou o abrandamento do recurso da Banca Portuguesa ao BCE são factos encorajadores que nos permitem ver com mais esperança o combate ao desemprego, principal prioridade do Governo

Vale a pena dizer que o futuro está do lado daqueles que não desistem perante as dificuldades ou constrangimentos como tem feito o Primeiro Ministro José Sócrates.

E relevei, por isso, que, tal como ele, a dificuldade momentânea com o Metro do Mondego ou outras acessibilidades, não serviu à Presidente de Góis de desculpa para não fazer o que sentia ser o seu dever.

Maria de Lurdes Castanheira, contrariamente a outros, honrando compromissos e o sentido de serviço público, não “deitou a toalha ao chão” e escolheu ficar ao lado dos seus munícipes.

One Comment

  1. Oh senhor, tenha vergonha nessa cara!

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