As eleições na AAC

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Os estudantes de hoje já não são os mesmos que, em pleno consulado de Manuela Leite, baixaram ao nível zero da civilidade. Mas também são bem diferentes dos que “demitiram” o ministro Couto e obrigaram ao congelamento das propinas.

Os estudantes de hoje já não são os que, de adolescentes com cartão jovem se transformaram em jovens adultos sequiosos de informação e intervenção política. Já não são, enfim, os que ajudaram a devolver à sociedade portuguesa um dos mais elementares direitos cívicos: o direito à indignação.

Tal como os estudantes de hoje, também os seus líderes são, hoje, muito mais formatados e previsíveis – mais inconsequentes, portanto.

É o caso do aluno de bioquímica Eduardo Melo, mais do que provável vencedor da pugna estudantil em curso, na Associação Académica de Coimbra.

Melo foi, até aqui, coordenador da política educativa na direção geral da AAC. É, portanto, um produto típico da máquina de fazer dirigentes associativos que é aquele terceiro piso da Padre António Vieira.

Mas Eduardo Melo é também um militante da JS, que sucede a um outro JS (Miguel Portugal) e que concorre e ganha com o apoio da JSD. Não pode, pois, ser mais do que um carreirista em construção.

3 Comments

  1. estudante de coimbra says:

    mais um Sócrates a caminho? As pessoas chegam a AAC não por mérito próprio mas pelas "amizades"… Enfim é o pais que temos…

    • Alberto Cunha says:

      Este tem 4299 "amigos" a dar a cara…

      O Sr.Paulo Marques deve ser vidente, pois adivinha muito e opina sobre o que antevê, ou será um produto tipico da máquina de fazer jornalismo de sarjeta, ou opinar de frustrado?

  2. Miguel Portugal não tem filiação politica partidária até ao dia de hoje, não foi apoiado pela JSD muito menos, apenas foi apoiado por um grande amigo, e conhecido de muita gente em Coimbra "André Oliveira" deputado da Assembleia Municipal de Coimbra, e presidente da JS de Coimbra. É incompreensível como é que se confunde a pessoa com a instituição em todo o momento não sendo Possível a sua dissociação.

    Não devem ser dadas opiniões sem se conhecerem completamente os factos na minha opinião.

    Para além disso são poucos os que nos últimos 10 anos seguiram a carreira política depois de terem abandonado a AAC.

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