A importância das redes de investigação e desenvolvimento

A criação de redes abrangendo pessoas e grupos de competências variadas é fundamental em todas áreas de actividade, desde a academia ao mundo dos negócios. Esta é uma necessidade amplamente reconhecida mas difícil de implementar numa sociedade minada pelo domínio dos valores individuais.

As redes devem apostar na diversidade de competências e atravessar as fronteiras corporativas e geográficas, de forma a expandir horizontes de aprendizagem, inovação e negócio. A ciência e a tecnologia dependem hoje mais do que nunca deste conceito de cooperação colectiva. Hoje é amplamente reconhecido que para desenvolver um campo particular da ciência é essencial um número mínimo crítico de investigadores. Sem massa crítica não há inovação, e ela está particularmente em risco em países pequenos ou com recursos limitados. É nestes casos que a obrigação de trabalhar em rede se torna imperiosa.

Muito do que é feito é baseado em esforços individuais isolados e este facto leva a que seja necessário fomentar também o desenvolvimento de competências ao nível das organizações que valorizem o espírito colaborativo.

As redes de investigação e desenvolvimento proporcionam uma estrutura formal para a colaboração continuada. As redes facilitam a transferência de conhecimentos, competências e tecnologia entre as Instituições colaborantes. Fomentam ainda a mobilidade e a formação permitindo chamar a atenção para parceiros de desenvolvimento e agências financiadoras.

Os laboratórios e institutos com papel de liderança em actividades de Rede tendem nos países mais desenvolvidos a ter prioridade para financiamento e na criação de Centros de Excelência nas áreas de desenvolvimento científico e tecnológico.

Ciente destas bases formadoras da sociedade baseada no conhecimento do século XXI, o Ministério da Ciência e Ensino Superior tem investido na criação de redes de investigação e desenvolvimento. Um delas é a Rede Nacional de Imagiologia Funcional Cerebral, liderada pela Universidade de Coimbra. Esta rede eminentemente universitária conta já entre os seus membros com cinco universidades e foi recentemente convidada a participar no consórcio Human Brain Project, que tenta moldar o futuro da investigação das Neurociências Humanas nos próximos 10 anos.

Esta é sem dúvida uma área estratégica para a região Centro, e que associada a outras capacidades e valências instaladas nas áreas da Visão, Imagem Médica e Neurociências será instrumental na demonstração da capacidade de liderar projectos de âmbito e relevância nacional. Redes locais de Instituições incluindo os Hospitais da Universidade de Coimbra, o IBILI – Faculdade de Medicina, o Centro de Neurociências, o ICNAS serão no futuro relevantes na implementação destes e outros projectos na área da saúde e da sua projecção a nível de redes nacionais e internacionais.

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